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SÃO PAULO – Incertezas ainda rondam o futuro da OGX Petróleo (OGXP3), atual Óleo e Gás Participações – cuja ação bateu o patamar mais baixo desde que fechou o acordo com credores, no dia 24 de dezembro. As ações chegaram a bater os R$ 0,21 nesta quarta-feira (19), patamar não visto desde o dia 23 do último mês do ano passado. Desde então, leve recuperação, para R$ 0,24 – patamar de fechamento da véspera.
A empresa tem visto a produção em Tubarão Martelo decair constantemente, com menos de 10.000 barris por dia no início de fevereiro – que não se sabe se é acima ou abaixo da meta de produção pré-estabelecida. Os próximos dias podem ser marcados pela emissão de debêntures no valor de US$ 125 milhões, mas que pode não sair.
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Na véspera, a OGX divulgou o seu pedido de recuperação judicial, detalhando como funcionará a conversão das dívidas da empresa em ações. Além dos US$ 125 milhões previstos para fevereiro, a companhia deverá emitir US$ 90 milhões em abril. Apenas nesta emissão os minoritários poderão participar – algo que tem sido pedido por eles também para a primeira emissão.
No momento, a corrida da OGX é para evitar a própria falência. Ainda algumas pendências pendências, como convencer alguns credores e obter acordos com fornecedores. A empresa também não pode sofrer nenhum evento adverso, como ser retirada do campo de BS-4. No momento, as ações e os títulos de dívida não parecem dar muita crença para isso: os papéis estão a R$ 0,24 atualmente e os títulos de dívida a US$ 0,045. “Os títulos estão operando a um valor muito baixo e mesmo assim ninguém lá fora está dizendo que há valor neste ponto. Isto é extremamente raro”, alerta Wilbur Matthews, CEO (Chief Executive Officer) da Vaquero Global Investment, em entrevista à Bloomberg.
Com isso, chega-se a conclusão de que os investidores estrangeiros não estão avaliando o potencial da empresa antes de fechar a operação – por temores de que ela não venha a ser finalizada ou de que a diluição seja excessiva depois que o acordo de DIP (Debtor in Possession) seja fechado definitivamente. Com base no acordo, os credores terão 90% da OGX e os novos minoritários, Eike incluído, cerca de 10%.
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Subsidiárias estrangeiras incluídas na Recuperação Judicial
A empresa conseguiu na Justiça decisão definitiva para incluir subsidiárias do exterior no seu processo de recuperação judicial, o que protegerá a companhia de pedidos de falência fora Brasil. A sentença, da 14a Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, dá mais tranquilidade à companhia para executar o plano, afirmou à Reuters o advogado que representa a empresa Márcio Costa, do escritório Sergio Bermudes.
“A decisão atenta para a realidade face às necessidades do comércio internacional”, disse Costa. “Além disso, confirma o processamento conjunto, a estrutura jurídica preparada para o caso”, acrescentou. Em novembro, a Justiça acatou parcialmente o pedido de recuperação judicial da petroleira do grupo do empresário Eike Batista, deixando de fora as subsidiárias no exterior.
Na ocasião, o juiz responsável pelo processo negou pedido de recuperação para a OGX Internacional e OGX Áustria, mas deu sinal verde para OGX Petróleo e Gás Participações e OGX Petróleo e Gás SA.
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(Com Reuters)