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SÃO PAULO – No primeiro levantamento após a elevação nos impostos sobre os combustíveis, os economistas revisaram para cima as projeções para a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, de alta de 3,29% para 3,33%, ao passo que para o ano seguinte as expectativas seguiram em 4,20%.
De acordo com a mais recente edição do relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira (24), a mediana das projeções dos economistas consultados pelo Banco Central não foi alterada para a taxa básica de juros (8% nos dois períodos) e para o PIB (Produto Interno Bruto), com previsão de crescimento de 0,34% em 2017 e de 2% em 2018.
Com a alteração nas projeções do IPCA para este ano e a manutenção da Selic a 8%, o cenário para os juros reais “ex post” ficou em 4,71% em 2017, ao passo que para o período seguinte seguiu indicando 3,80%. Do lado do câmbio, as expectativas para este ano continuaram em R$ 3,30 por dólar, mas sofreram leve redução de R$ 3,45 para R$ 3,43 no ano seguinte.
Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções — o chamado “top 5” –, a mediana das expectativas para a inflação oficial subiu de 3,07% para 3,09% neste ano, mas caiu sensivelmente no ano seguinte: de 4,49%, para 4,23%, no cenário de curto prazo. Do lado da Selic, as projeções para o fim de 2017 recuaram de 8% para 7,88%, mesmo movimento visto no ano seguinte. A taxa de câmbio continuou no mesmo cenário da semana anterior: R$ 3,45 neste ano e R$ 3,55 em 2018.
Já no cenário de médio prazo, a mediana do “top 5” apontou para uma revisão de 3,08% para 3,10% no IPCA neste ano, ao passo que para o ano seguinte seguiu indicando alta de 4,19%. Do lado do câmbio, o cenário de 2017 continuou indicando 3,40%, enquanto em 2018 houve redução de R$ 3,53 e R$ 3,50. Já para a Selic, houve manutenção em 7,75% neste ano e queda de 7,75% para 7,50% no ano seguinte.