Após acumular fortes quedas, dólar comercial interrompe a trajetória e fecha em alta

Mercado reage ao retorno do Banco Central às operações de swap cambial, que deve trazer fôlego à moeda

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SÃO PAULO – O dólar comercial interrompeu sua trajetória de queda nesta quarta-feira, com o mercado reagindo ao retorno do Banco Central às operações de swap cambial. Na noite de terça-feira, o banco anunciou que irá trocar, semanalmente, títulos atrelados ao câmbio por títulos com rendimento definido pela Selic, reduzindo a exposição da dívida pública às oscilações cambiais.

Alguns analistas acreditam que o baixo patamar da moeda norte-americana levou o BC a repensar sua estratégia de compra de dólares, optando por operar também nos mercados futuros, que vêm pressionando as cotações da moeda. Desde o dia 25 de janeiro, a moeda norte-americana acumulava desvalorização de 3,14%, chegando a operar na casa dos R$ 2,60.

Banco pretende reduzir vulnerabilidade do país

De acordo com o BC, a finalidade das operações é aumentar as reservas do país em moeda estrangeira e de reduzir a participação dos títulos cambiais na dívida pública, diminuindo a vulnerabilidade do país a crises no cenário externo.

Os analistas, no entanto, concordam que com a menor oferta dos papéis cambiais, os investidores podem ser obrigados a comprar a moeda diretamente nos mercados à vista, reduzindo a volatilidade da moeda.

E os leilões de compra, retomados em dezembro, devem continuar. O BC anunciou, no final da tarde desta quarta-feira, mais um leilão de compra de dólares no mercado de câmbio, o terceiro na semana. De acordo com informações da imprensa, a taxa de corte foi de R$ 2,62. Após a operação a moeda ampliou os ganhos.

Meirelles afasta rumores de mudança na direção do BC

No cenário político, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, declarou à imprensa na terça-feira que não acredita em mudanças na equipe do BC, como vem sendo especulado pela imprensa, se apoiando nas declarações do presidente Lula e do ministro Palocci de aprovação às decisões da entidade.

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O mercado também aguarda a decisão do Fomc, o comitê norte-americano de política monetária, sobre a taxa básica de juros da economia do país. As expectativas são de elevação de 25 pontos base para 2,5% ao ano, mas os analistas não descartam o abandono do gradualismo pelo comitê.

Dólar se recupera nesta quarta-feira

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6120 na compra e R$ 2,6150
na venda, alta de 0,27% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9500, representando um ágio de 12,94%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,23% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,43%.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.638,
alta de 0,19% em relação ao fechamento
de R$ 2.633
da última terça-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em alta de 0,32%,
atingindo R$ 2.672 frente
à R$ 2.664 do fechamento de
terça-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,02% para abril de 2005, com queda de 0,15 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,53%, queda de 0,30 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.

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