Após abertura instável, dólar comercial define tendência e opera em alta

Em sessão de poucos números e mau humor externo, mercado avalia dados domésticos; IPCA-15 revelou aceleração da inflação

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SÃO PAULO – Após uma abertura instável, o dólar comercial, define uma tendência e passa a operar no campo positivo.

Em uma sessão marcada pelo fraco desempenho dos principais mercados externos e pela falta de indicadores de maior expressividade, sem desconsiderar os temores de que a China adote novas medidas restritivas para conter a euforia em seu mercado acionário, as atenções se voltam para a cena doméstica.

A inflação medida pelo IPCA-15, tido como uma prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acelerou na passagem mensal e atingiu 0,29% em junho. Assim, o IPCA-E do segundo trimestre deste ano, que constitui a variação trimestral do IPCA-15, ficou em 0,77%.

Os investidores também seguem acompanhando a evolução do risco-país e a possibilidade de intervenções do Banco Central no mercado cambial.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,9230 na compra e R$ 1,9250 na venda, alta de 0,42% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0800 na venda, representando um ágio de 8,16% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho está sendo cotado a R$ 1.927,
alta de 0,50% em relação ao fechamento
de R$ 1.918
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera
em alta de 0,36%,
atingindo R$ 1.936 frente
a R$ 1.929 do fechamento de quinta-feira.