Após 5 pregões de queda, Ibovespa abre mês com alta de 1,61%

Entre as principais altas, destaque para OGX Petróleo, mesmo com notícia de calote a credores, Petrobras, Usiminas, Fibria e Embraer

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SÃO PAULO – O Ibovespa encerrou nesta terça-feira (1) uma sequência de cinco quedas e começou outubro com variação positiva de 1,61%, a 53.179 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 4,54 bilhões. O movimento visto no principal índice da bolsa brasileira se repete no cenário internacional, cujas bolsas respondem os resultados positivos principalmente da atividade industrial norte-americana, que superou o impacto negativo da paralisação de setores da economia do país.

Por lá, a paralisação de alguns setores da economia não reduziu o apetite dos investidores, que mostraram tendência de mais exposição em ativos de maior risco. Embora a interrupção dos EUA possa trazer efeitos negativos, os investidores apostam que a solução para o impasse do governo virá em breve, vendo o momento como uma boa oportunidade de compra – isso não é um evento tão raro assim, ocorreu 18 vezes desde 1976. A paralisação também pode ser benéfica à redução das contas públicas do país, cuja ampliação do teto da dívida pública está sendo negociada e deve chegar ao limite na metade deste mês.

Na ponta de cima do Ibovespa, destaca-se a OGX Petróleo (OGXP3), que, apesar da notícia de calote de US$ 45 milhões em credores, viu seus papéis subirem 14,29%, fechando cotados R$ 0,24. Também chamam a atenção as ações da Petrobras (PETR3, R$ 17,34, +2,24%; PETR4, R$ 18,67, +1,69%), Usiminas (USIM5, R$ 10,91, +3,71%), Fibria (FIBR3, R$ 26,49, +4,00%) e Embraer (EMBR3, R$ 18,48, +3,70%), que puxam de maneira significativa o índice para cima. As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 0,24 +14,29 -94,52
 UGPA3 ULTRAPAR ON 57,09 +4,45 +26,46
 TIMP3 TIM PART S/A ON 10,70 +4,09 +35,48
 FIBR3 FIBRIA ON 26,49 +4,00 +17,37
 USIM5 USIMINAS PNA 10,91 +3,71 -14,77

Do lado negativo, duas empresas do Grupo EBX seguiram o caminho oposto da petroleira de Eike Batista e fecharam em queda nesta sessão. Enquanto a OGX liderou os ganhos do pregão, a MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,49, -3,87) foi a lanterna do dia. Acompanhando a mineradora, a LLX Logística (LLXL3) caiu -0,61%, com seus papéis fechando cotados a R$ 1,64. Completando a lista das principais quedas, aparecem PDG Realty (PDGR3, R$ 2,41, -2,03%), Souza Cruz (CRUZ3, R$ 26,00, -1,7%), JBS (JBSS3, R$ 7,63, -1,55%) e Oi (OIBR4, R$ 4,22, -1,40%).

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Ibovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 MMXM3 MMX MINER ON 1,49 -3,87 -66,52
 PDGR3 PDG REALT ON 2,41 -2,03 -27,19
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON EDJ 26,00 -1,70 -12,55
 JBSS3 JBS ON 7,63 -1,55 +28,45
 OIBR4 OI PN ED 4,22 -1,40 -40,58


As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

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 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 31,86 +1,01 396,63M 629,86M 23.803 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 31,75 +0,97 288,56M 326,53M 23.924 
 PETR4 PETROBRAS PN 18,67 +1,69 286,47M 485,68M 20.918 
 BBDC4 BRADESCO PN 30,86 +1,58 162,49M 213,79M 12.181 
 VALE3 VALE ON 34,50 +0,12 138,62M 148,57M 12.741 
 PETR3 PETROBRAS ON 17,34 +2,24 121,59M 177,23M 13.232 
 GGBR4 GERDAU PN 16,45 -0,90 108,85M 131,31M 13.186 
 BRFS3 BRF SA ON 55,10 +2,04 106,06M 115,09M 8.769 
 AMBV4 AMBEV PN 85,62 +0,19 103,68M 155,59M 6.410 
 ITSA4 ITAUSA PN 9,09 +1,00 100,09M 112,04M 19.997 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

Bolsas sobem; ouro e dólar caem
Diante disso, os principais índices acionários norte-americanos operam com ganhos entre 0,4% e 0,8%. Na Europa, o dia também é predominantemente positivo, com exceção para o londrino FTSE 100, que opera em queda de 0,55% após a divulgação de indicadores da economia local.

Em linha com essa percepção, alguns ativos considerados “portos seguros” do mercado apresentam forte queda. É o caso do ouro, cujo contrato futuro com vencimento em dezembro recua mais de 3% por volta das 17h15 (horário de Brasília). Já o dólar comercial por aqui mostra queda de 0,23%, cotado próximo de R$ 2,21.

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PMI internacionais
O PMI oficial chinês mostrou leve aumento, para 51,1 em setembro, mostrando mesmo comportamento que o indicador industrial compilado pelo HSBC registrou no período. Apesar do aumento em relação ao mês anterior, o PMI ficou abaixo do esperado pelo mercado, de 51,6.

Já o PMI industrial da zona do euro registrou 51,1 em setembro, mesmo valor visto na prévia do indicador, apesar do recuo visto em países como Itália (50,8) e Espanha (50,7). Enquanto o resultado não decepcionou completamente o mercado, na Inglaterra o recuo do PMI derruba o índice acionário FTSE 100 nesta manhã.

Os EUA ajudam a animar o mercado, com o ISM Index em 56,2 em setembro, seu maior nível neste ano, enquanto a leitura final do PMI (Purchase Manager’s Index) do mesmo setor dos EUA manteve-se em 52,8 no país, conforme esperado pelo mercado.

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Brasil
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – semanal) avançou 0,30% na última semana de setembro, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado o índice acumula alta de 3,63% no ano e de 5,29% nos últimos 12 meses.

Além disso, o PMI (Purchase Manager’s Index) aumentou para 49,9 em setembro, ante 49,4 registrado no mês anterior. O índice está muito próximo da marca de 50, que separa contração de expansão do setor industrial.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.