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SÃO PAULO – O mercado de ações pode ser uma boa alternativa para investidores dispostos a destinar parte de suas economias a aplicações mais arriscadas. Mesmo porque, considerando horizontes de longo prazo, a renda variável brasileira vem oferecendo retornos atrativos.
No entanto, para aqueles pouco acostumados à dinâmica diária do mercado acionário, pode ser arriscado demais aplicar seu dinheiro em um único papel. Isso porque, ao selecionar a ação de uma única empresa, o investidor assume um risco intrínseco àquela companhia.
E é neste contexto que o investimento em fundos de ações Ibovespa Indexado emerge como uma opção bastante interessante.
Ficando só com o risco de mercado
Ao aplicar nestes fundos, é como se o investidor estivesse colocando seu dinheiro nas 56 ações mais líquidas da Bovespa. Em outras palavras, é como se aplicasse na média das ações mais líquidas do mercado, dado que os fundos em questão buscam replicar o retorno do Ibovespa.
Desta forma, o investidor permanece alheio ao risco intrínseco de uma determinada ação, passando a incorrer somente no risco de mercado. Ou seja, quando a Bolsa como um todo sobe, o investidor aufere rentabilidades maiores, e vice-versa.
A lógica por trás deste raciocínio é o velho conceito de “não deixar todos os ovos em uma cesta só”, procurando distribuí-los em diversas bacias com o intuito de assumir um menor risco.
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Por que nos fundos?
Também na tentativa de diversificar seus investimentos dentro da renda variável, uma outra hipótese poderia ser aventada: a de comprar lotes das 56 ações mais negociadas da Bovespa. Assim, o investidor também montaria um portifólio bastante semelhante ao do Ibovespa, ficando novamente só com o risco de mercado.
Acontece que seria inviável montar uma carteira desse tipo, pois esta exigiria um montante de recursos capaz de ser levantado somente por grandes investidores institucionais. Reforça, então, a atratividade dos fundos de ações Ibovespa Indexado
Ganhos recentes
Apenas para se ter uma idéia do desempenho recente destes fundos, a rentabilidade média dos últimos doze meses é de 23,94%, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), disponíveis até o dia 30 de outubro. Desde o início de 2006, os fundos registram ganhos de 15,08%.