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SÃO PAULO – Mais de 80% dos habitantes do Brasil possuem ou já possuiram problemas financeiros em um passado curto – fazendo com que o descontrole financeiro seja norma por aqui. Por conta disso, nasceu o site GuiaBolso dois anos atrás, ajudando as pessoas a controlarem melhor seus gastos – através da importação automática de dados.
Eliminando assim, os erros humanos. Não demorou muito para o site se tornar popular e virar aplicativo para iPhone, virando um dos mais baixados do Brasil. Agora, a ferramenta se prepara para um novo salto, com o lançamento do aplicativo para celulares Android – tipo de sistema operacional mais comum nos celulares brasileiros.
O aplicativo, disponível no Google Play, deverá te ajudar a visualizar facilmente as informações da sua conta corrente e cartões de crédito, permitindo-o ter maior controle sobre isso. Basta inserir o número e senha de suas contas correntes – o que não permitirá que o aplicativo faça qualquer tipo de operação financeira.
Somente Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC são disponíveis na ferramenta, que também não consegue ler cartões de crédito da American Express. Contudo, isso já facilita a vida da maior parte da população brasileira. A versão para Android já está enter os aplicativos mais baixados de finanças, atrás somente dos aplicativos oficiais de bancos.
A ferramenta
A melhor qualidade do GuiaBolso é sua extrema facilidade de ser usado. É feito para ser extremamente prático e adaptável, é cheio de gráficos e a informação é mastigada diversas vezes antes de ser apresentada ao usuário – mostrando percentualmente em cada coisa seu dinheiro é gasto. Ponto para o GuiaBolso.
Assim, permite que a pessoa crie orçamentos, tetos e limites para cada área de gasto – e alerta a pessoa para o que está acima do planejado. É necessário, porém, disciplina por parte do usuário para seguir o planejamento feito.
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Como nasceu a ferramenta
Inspirado em similares estrangeiros, como o Mint, o GuiaBolso nasceu de Thiago Alvarez e Benjamin Gleason, dois homens com experiência em educação – ambos fizeram partes de ONGs com o intuito de promover a educação no Brasil. Após trabalharem conjuntamente na consultoria McKinsey, perceberam que haviam interesse em trabalhar com algo que tivesse senso de propósito e ajudasse as pessoas de carne e osso.
Gleason, porém, havia ido trabalhar no Groupon, onde era diretor-geral. Retomaram o projeto e, na base do boca-a-boca, conseguiram mais de 2.000 pessoas para testar a ferramenta que estava nascendo. E com esse número de pessoas – elevado para uma fase de testes – conseguiram criar uma economia de mais de R$ 110 milhões em transações. Uma fortuna. Mas apenas uma fração do potencial do Brasil.