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SÃO PAULO – Depois de uma parada em junho – mês que acumulou saldo negativo -, o Ibovespa volta ao posto de melhor investimento em julho, acumulando valorização de 6,41% no período. A renda variável foi de longe a escolha mais rentável para o investidor, haja vista que o segundo lugar aparece bem atrás, representado pelas alternativas de renda fixa, com valorização de 1,19% em termos reais.
Mesmo na presença da pressão pela realização de lucros, as principais bolsas internacionais mostraram fôlego para renovar os patamares alcançados no final de maio. O apetite pelo risco foi alimentado pela temporada de resultados corporativos, que trouxe alguns números surpreendentes tanto aqui quanto lá fora. Os indicadores também ajudaram a disseminar uma impressão positiva em relação à capacidade de recuperação das economias.
Dólar como pior escolha
Enquanto a renda variável se beneficiou da menor aversão ao risco, o ambiente mais tranquilo nos mercados acabou pressionando o dólar. Mesmo com a rotina de intervenções do Banco Central no mercado à vista, a moeda norte-americana, representada pela Ptax calculada pelo BC, aparece como pior alternativa de investimento do período, com desvalorização nominal de 3,61%.
Além do cenário tranquilo nos mercados, perspectivas de que as taxas de juros permaneçam em baixos patamares lá fora, a trajetória das commodities no mercado internacional e o fluxo de investimentos em direção aos mercados emergentes pesaram sobre as cotações. O dólar comercial terminou julho cotado a R$ 1,865, queda acumulada de 4,99%.
Renda fixa em segundo plano
Enquanto o apetite por risco predominou, a busca pela segurança da renda fixa ou da aplicação em ouro ficou em segundo plano. Tanto a opção do CDI quanto dos CDBs pré-fixados renderam 0,75% no sétimo mês de 2009 em termos nominais, ou 1,19% quando se pondera a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) no período.
A caderneta de poupança vem logo em seguida, com retorno mensal de 1,04%, descontando a inflação. O ouro, por sua vez, aparece lá atrás, com retorno negativo de 2,39% em termos nominais no mês, superando apenas o dólar.
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Os drivers da bolsa
O predomínio do investimento em bolsa revela a melhora de cenário vislumbrada pelo investidor, que recebeu bem o saldo de resultados corporativos e indicadores econômicos apresentados no período. O bom desempenho do Ibovespa destaca o fôlego das ações da incorporadora imobiliária Gafisa, que somam disparada de 45,2% no mês de julho. Com esta variação, os papéis acumulam ganho de 129,3% em 2009.
Além de novo corte na taxa Selic, que chegou em 8,75% ao ano – menor nível desde sua criação -, a empresa assistiu os analistas de Credit Suisse e JP Morgan revelarem otimismo com o desempenho de suas ações.
Por outro lado, os papéis ordinários da TIM Participações aparecem com a pior performance do índice acionário, acumulando desvalorização de 17,4% no mês. As ações sofreram impacto da decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de que a Telco não precisará realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os acionistas minoritários da TIM Participações.
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Mercados em julho
Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos no mês de julho:
| Investimento | Julho | Real* | Junho | Real** |
| Ibovespa | +6,41% | +6,87% | -3,26% | -3,16% |
| CDI*** | +0,75% | +1,19% | +0,76% | +0,86% |
| CDB **** | +0,75% | +1,19% | +0,72% | +0,82% |
| Poupança | +0,61% | +1,04% | +0,57% | +0,67% |
| Ouro | -2,39% | -1,97% | -3,23% | -3,13% |
| Dólar Ptax | -3,61% | -3,19% | -1,08% | -0,98% |
| IGP-M | -0,43% | -0,10% |
* Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,43% em julho de 2009
** Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,10% em junho de 2009
*** Taxa Efetiva Andima
**** Taxa pré 30 dias