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SÃO PAULO – O apetite global por risco apresentou ligeira melhora durante a semana passada, o que fez os fundos de ações dedicados a mercados emergentes interromperem uma série de seis semanas consecutivas de resgates, de acordo com a consultoria EPFR Global.
No período de sete dias terminado em 23 de julho, os fundos de ações dos emergentes registraram saldo superavitário apesar dos resgates observados nos subgrupos América Latina e EMEA (emergentes de África, Oriente Médio e Europa).
Na avaliação da EPFR Global, que acompanha fundos com mais de US$ 10 trilhões em ativos, o recuo no preço do petróleo e a recuperação do dólar renovaram a procura por ativos de maior risco.
Emergentes
Segundo a consultoria, o subgrupo asiático foi o principal responsável pela arrecadação positiva em investimentos nos fundos de ações de todos os emergentes, apresentando captação superavitária de US$ 1,37 bilhão, a maior desde maio deste ano.
Já o subgrupo GEM (Global Emerging Markets) registrou sua melhor performance (em termos de captação) em mais de sete meses, também ajudado pelos fundos do grupo de emergentes asiáticos.
Brasil não contribui
O mercado de fundos brasileiro, contudo, não acompanhou o movimento de absorção de recursos que foi registrado por outros emergentes.
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Os dados apontam que os fundos de ações do País sofreram resgates líquidos de US$ 12,17 milhões durante o período averiguado, “pressionados pelo aumento na taxa de juro doméstica, que continua a subir”, comenta a consultoria.
BRIC e América Latina
Por sua vez, os fundos dedicados ao BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) amargaram a sexta semana seguida de perda, mas Índia e China tiveram desempenho positivo, destaca o levantamento.
Já o grupo latino-americano de fundos de ações emendou a sétima semana de saldo deficitário, o período mais longo de saídas de recursos em dois anos, ressalta a consultoria, impactado principalmente pela fuga de capital do México – país que sofre pelo recuo da demanda advinda dos Estados Unidos.