Apesar do clima mais ameno nas bolsas, risco-Brasil fecha com alta de 19 pontos

Recessão nos EUA e tensões acerca do setor automotivo do país trazem cautela; Global 40 termina com leve alta de 0,08%

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SÃO PAULO – Apesar das expectativas de corte na Fed Funds Rate garantirem um clima mais ameno aos negócios nesta terça-feira (2), o anúncio oficial de recessão nos EUA e as tensões acerca do setor automotivo do país fizeram o risco-Brasil terminar com forte avanço de 19 pontos, cotado a 527 pontos.

Na última sessão, a recessão norte-americana foi oficializada pela National Bureau of Economic Research. Na esfera corporativa, Ford, GM e Chrysler argumentaram sobre um possível auxílio no Congresso, enquanto os dados das vendas de automóveis nos Estados Unidos em novembro reforçavam a deterioração do setor, que enfrenta o pior cenário dos últimos 25 anos.

Apesar do clima mais ameno nos mercados, o preço dos Treasuries fechou com avanço, e os títulos da dívida externa brasileira contrariaram esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano em relação aos Globais determina o indicador risco-Brasil.

Risco-Brasil avança

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan fechou a 527 pontos-base, alta de 19 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, terminou em baixa de 0,08% nesta sexta-feira, cotado a 116,10 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 116,10 116,00 +0,08