Apesar do clima adverso nas bolsas externas, risco-País fecha em queda

Mercados repercutem decepção com dados do mercado de trabalho nos EUA e corte do rating da Irlanda pela Fitch

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (6) em queda de dois pontos-base, atingindo 202 pontos. A performance do indicador reflete o clima volátil nos mercados externos em meio ao movimentado noticiário econômico do dia.

A agenda norte-americana decepcionou o mercado com o relatório ADP Employment, reportando que o número de empregos no setor privado norte-americano durante o mês de setembro ficou em patamar bem abaixo do esperado. Analistas esperavam aumento de 18 mil novas vagas, porém, houve redução de 39 mil postos de trabalho.

O dia também contou com a notícia de que o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu suas previsões de crescimento da economia norte-americana, tanto para este ano quanto para o próximo. De acordo com o Fundo, o país crescerá 2,6% em 2010, abaixo dos 3,3% projetados em julho. Em 2011 o crescimento será de 2,3%, frente às estimativas anteriores de 2,9%.

Na Europa, a agência de classificação de risco Fitch reduziu o rating da Irlanda de “AA-“ para “A+” , alertando ainda para a possibilidade de novos cortes. Em contrapartida, foi divulgado o PIB da Zona do Euro, que registrou expansão de 1,0% no segundo trimestre de 2010, conforme o esperado.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,29% na noite desta quarta-feira, cotado a 139,00 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 202 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.