Apesar do alumínio caro, lucro da Alcoa cai 4% com oferta de compra da Alcan

Inaugurando os resultados nos EUA, empresa lucrou US$ 716 milhões no 2º trimestre, contra US$ 749 milhões no ano passado

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SÃO PAULO – A maior empresa de alumínios do mundo, Alcoa, inaugurou na noite desta segunda-feira (9) a temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre nos EUA mostrando redução nos lucros.

Apesar da alta nos preços do alumínio, o lucro líquido caiu 3,9% em razão de despesas adicionais com duas fundidoras de metais. Além disso, o resultado também se deve parcialmente a encargos extraordinários, incluindo a oferta de compra da rival canadense Alcan.

Os ganhos somaram US$ 716 milhões, contra os US$ 749 milhões do mesmo intervalo no ano passado. A receita líquida cresceu para US$ 8,1 bilhões, ante US$ 7,8 bilhões, na comparação anual. No período, as cotações do alumínio subiram 5,5%.

Oferta pela Alcan

A Alcoa realizou uma oferta hostil de aquisição da Alcan por US$ 28,6 bilhões. O negócio, que foi rejeitado pela terceira maior produtora de alumínios do mundo, tinha prazo para terminar no dia 10 de julho. No entanto, a maior do setor no planeta esticou a data limite para 10 de agosto.

Temporada de resultados

Com os resultados da Alcoa está aberto o ciclo de publicação das empresas norte-americanas, o que deve atrair maior atenção dos investidores ao cenário corporativo nos próximos dias. Cresce em Wall Street a percepção de forte desaceleração na expansão nos lucros da empresas após 14 trimestres seguidos de crescimento de dois dígitos.

Os lucros das empresas listadas no S&P 500 devem crescer 4,4% neste trimestre, segundo estimativas da consultoria norte-americana Thomson Financial.