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SÃO PAULO – Com a melhora do humor, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (29) em uma forte queda de 3,2%, aos R$ 2,0098. Com essa forte queda, a divisa norte-americana reverteu os ganhos de junho, encerrando o mês com queda de 0,37%.Entretanto, no trimestre, a alta é de 10,1% e no ano é de 7,57%.
Na semana, a queda foi de 2,65%. Essa é a primeira queda do dólar desde fevereiro, quando registrou uma desvalorização de 1,55%.
Nessa sessão, o otimismo vem do primeiro dia de reuniões na Zona do Euro, na quinta-feira (28), que surpreendeu o mercado. Após cerca de 14 horas de discussões, os líderes da região discutiram a recapitalização direta dos bancos e a compra de títulos públicos de países membro da região.
Segundo comunicado emitido pelo Conselho Europeu, a injeção direta de recursos nas instituições financeiras deve ocorrer via o fundo permanente de resgate, o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização), logo que um mecanismo de supervisão único para os bancos da região seja estabelecido. Por outro lado, também ganha destaque a possibilidade dos fundos de resgate temporário e permanente serem usados para comprar títulos públicos.
Por fim, o grupo também decidiu por um plano de € 120 bilhões para estimular o crescimento econômico e a criação de empregos. Contudo, o montante é levemente inferior aos € 130 bilhões que Alemanha, França, Itália e Espanha haviam pedido no início da semana.
Indicadores
Na agenda doméstica desta sexta-feira, o Banco Central divulgou a Nota de Política Fiscal de maio, mostrando que o superávit primário do setor público consolidado caiu para R$ 2,65 bilhões. Mais cedo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ainda o IPP (Índice de Preços os Produtor) – Indústria de Transformação – de maio, que marcou taxa de 1,65%.
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Já na agenda norte-americana, o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) avançou 0,1% em maio. Além disso, foi divulgado o Chicago PMI referente ao mês de junho, que mostrou desempenho ligeiramente pior que o esperado pelo mercado, atingindo 52,9 pontos, inferior às projeções de 53 pontos.
Por fim, a Universidade de Michigan mostrou que a confiança do consumidor norte-americano veio pior do que o esperado no mês de junho, registrando 73,2 pontos.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,009 na compra e R$ 2,0098 na venda, queda de 3,2% em relação ao fechamento anterior. Com isso, encerrou junho em desvalorização de 0,37%, frente à alta de 5,81% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,57%.
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho segue cotado a R$ 2,0215, com baixa de 2,53% em relação ao fechamento de R$ 2,074 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em queda de 3,21%, atingindo R$ 2,020 frente à R$ 2,087 do fechamento anterior.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0213, com forte queda de 3,31% sobre a cotação de anterior.