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SÃO PAULO – Analistas do Barclays afirmam que 2011 deve ser positivo para emergentes, ainda que dificilmente os números de 2010 consigam se repetir.
Em relatório divulgado na última terça-feira (7), os analistas Michael Gavin, Piero Ghezzi, Alanna Gregory e Jose Wayne apontam que a estratégia para investimentos nos países emergentes deve ser conduzida com ponderação aos riscos, mas lembram ques estes mercados ainda possuem espaço para avançar.
Os analistas lembrando que o ano foi positivo para os emergentes mesmo com crises em países da periferia da Zona do Euro, tensões militares entre as Coreias e ainda, a fraqueza da economia americana que exigiu medidas de estímulo do Fed (Federal Reserve).
“Nós não pensamos que as posições e cotações atuais já atingiram um ponto no qual a vulnerabilidade do mercado exige uma postura defensiva. Conhecer os riscos econômicos e financeiros não é o mesmo que ser paralisado por eles”, afirmam os analistas.
Títulos de emergentes devem render menos
Os analistas apontam que provavelmente está chegando ao fim o momento de rentabilidade de títulos similar ao mercado de ações, e projetam que a partir do próximo ano, estes ganhos deve ser reduzidos a ganhos totais entre 4% e 5%.
O relatório lembra que para manter a rentabilidade atual, os investidores deverão se expor em títulos de maior risco, ou então partir para o mercado de capitais.
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Em média, os mercados acionários emergentes obtiveram excelente performance em 2010, com retorno médio ao redor de 16% até o começo de dezembro, superando com folga as economias centrais.
“O mercado de ações de países emergentes parecem bem posicionadas para absorver o crescimento acima da média no médio prazo e a valorização de suas respectivas moedas”.
Brasil em 2011: inflação na mira
Já para o Brasil, o Barclays prevê poucas mudanças significativas na condução política econômica mas acredita que os ajustes necessários, fiscais e monetários vão ser realizados.
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Os analistas Guilerme Loureiro e Marcelo Salomon, que avaliam o País, lembram que inclusive o Banco Central já começou a realizar um aperto monetário mas que ainda há um longo caminho até que a inflação consiga ser reestabelecida dentro das expectativas.
Selic deve chegar a 12,25%
O cenário da política monetária deverá sofre algumas modificações em 2011, com a taxa selic atingindo seu pico, 12,25%, no mês de junho.
Segundo o relatório, apesar das ligeira incertezas, o mercado não devem se preocupar com a solvência brasileira, uma vez que o superávit primário, apesar de menor que a meta, deve girar em torno de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto)
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Quanto a demanda doméstica, esta previsto que continue como grande fator de sustentação do PIB, com a atual diferença entre vendas do varejo e produção industrial sendo reduzida.