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SÃO PAULO – Mesmo com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir, mais uma vez, a taxa básica de juros, Selic, para 9%, os investidores não parecem muito animados a tomar riscos. Tanto que o dólar comercial abriu os trabalhos nesta quinta-feira (19) em alta de 0,39%, cotado a R$ 1,887.
“O driver dominante nos mercados de câmbio nesta manhã parece ser o ligeiro declínio no apetite pelo risco. O leilão de dívida espanhola será o centro do palco nos mercados cambiais, uma vez que os rendimentos espanhóis continuam a pairar em torno de 6% e que a perspectiva de riscos continua a ser elevada”, diz o analista-chefe do Danske Bank, Jens Peter Sorensen.
Porém o dia pode mostrar alguma volatilidade com os mercados ainda testando novos patamares de cotação para a moeda. “No câmbio, além de repercutir o Comunicado do Copom, a expectativa agora é conhecer qual o nível desejado pelo Banco Central, que será dada quando as atuações forem interrompidas”, diz a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.
Indicadores
Na agenda desta quinta-feira, nos EUA, o Initial Claims apontou 386 mil novos pedidos auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 375 mil solicitações. Também será revelado o Leading Indicators, relatório que traz os pedidos de auxílio-desemprego, o custo de mão de obra e as permissões para construção e as permissões para construção.
Ainda por lá, os investidores acompanham o Existing Home Sales, que mede as vendas de casas usadas no país. Por fim, o Fed divulga o Philadelphia Fed Index, índice compilado que mede a atividade industrial na região.