Apesar de avanço nos estoques dos EUA, barril de petróleo opera em alta

Mercado esperava um avanço de 1,5 milhão de barris, mas estoques aumentaram em 2,3 milhões de barris

Publicidade

SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo nos EUA avançou na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quinta-feira (24).

O relatório semanal demonstrou um acréscimo de 2,3 milhões de barris nos estoques da commodity, enquanto o previsto pelo mercado girava em torno de uma alta de 1,5 milhão de barris.

Por sua vez, os estoques de gasolina apresentaram um acréscimo de cinco milhões de barris frente à semana terminada em 11 de janeiro. Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 86,5% de sua capacidade operacional total.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 18/01/2008 Semana até 11/01/2008 Variação
Óleo bruto 289,4 287.1 +0,8%
Gasolina 220,3 215,3 +2,3%
Derivados 128.5 129,8 -1,0%
Óleo para calefação 36.0 36,3 -0,8%

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 18/01/2008 Semana até 18/01/2007 Diferença
Óleo bruto 289,4 318,5 -9,1%
Gasolina 220,3 220,6 -0,1%
Derivados 128,5 141,4 -9,1%
Óleo para calefação 36,0 56,5 -36,3%

Preços em Londres e NY

Em recuperação frente à queda recente, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 87,44 nesta quinta-feira, alta de 0,89% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 6,87% neste mês de janeiro. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 6,87%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em fevereiro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 87,16 por barril, configurando uma alta de 0,30% frente ao fechamento anterior.

Continua depois da publicidade

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.