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SÃO PAULO – Apesar da alta dos preços da celulose nos últimos períodos, os analistas do UBS Pactual mantêm uma posição de cautela em relação às ações do setor tendo em vista uma possível reversão da tendência de preços no final deste ano.
As condições de mercado estão “claramente apertadas”, afirmou o banco em relatório publicado nesta sexta-feira (21). Os estoques da matéria-prima atingiram o seu menor nível em vinte meses em julho, com uma queda estimada de quase 80 mil toneladas.
Essa seria a sexta queda consecutiva, deixando a média mensal de queda das reservas em aproximadamente 290 mil toneladas. Normalmente, ressaltam os analistas, o mês de julho é conhecido por uma alta de 230 mil toneladas nos estoques globais de celulose.
Na contramão, as embarcações avançaram 3,9% no mês, principalmente devido ao crescimento dos volumes importados por parte da China, que segundo o banco se mantém como um driver chave para o mercado de celulose. Se fosse descontada a parcela do país as remesses teriam recuado 2,1%.
Dependência da China, risco para os preços
Para o UBS isso pode representar um risco para o segmento no final deste ano, caso os chineses parem ou reduzam as compras da commodity. Considerando esses fatores, a instituição acredita que o mercado esteja “apertado” de forma a sustentar um aumento maior dos preços durante o verão, no hemisfério norte.
Vale ressaltar, porém, que os analistas ainda se mantêm cautelosos em relação às ações ligadas ao setor de papel e celulose, mesmo considerando a alta recente nos contratos. O motivo dessa atenção especial se deve às expectativas de queda, não tão expressiva quanto vista antes, nos preços já para o final deste ano.