“Apesar de aceleração nos EUA, riscos globais ainda continuam”, diz LCA

Consultoria afirmou que o principal fator de risco global está na vulnerabilidade fiscal das economias avançadas

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SÃO PAULO – Economistas da LCA Consultoria alertaram que os riscos para a concretização de um cenário internacional benigno em 2011 continuam presentes. Em relatório, a consultoria afirmou que o principal fator de risco global está na vulnerabilidade fiscal das economias avançadas.

De acordo com o documento, apesar das favoráveis perspectivas de recuperação dos EUA e da evolução da atividade e da rolagem de papéis públicos na Europa, a economia global ainda enfrentará muitos desafios em 2011.

Cenário global
Para a consultoria, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no quarto trimestre de 2010 reafirmou que maior economia do mundo está ganhando tração, ajudada pelas iniciativas adicionais de estímulo fiscal e monetário. Esse quadro de recuperação mais sólida tende a se fortalecer nos primeiros trimestres de 2011.

No entanto, a situação fiscal dos estados e municípios norte-americanos é preocupante.

Ao mesmo tempo, na Europa, vêm crescendo as discussões em torno da necessidade da reestruturação das dívidas soberanas de países periféricos, como a Grécia, cuja relação dívida/PIB pode chegar a 150% até 2013.

Expectativas
Segundo a LCA, o mercado aguarda por medidas de aperfeiçoamento do MME (Mecanismo de Estabilização Europeu) que promovam a reestruturação de dívidas de países em vias de insolvência, reforcem o aporte de recursos do Fundo de Estabilidade Financeira e o transformem em uma ferramenta permanente.

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Caso essas medidas não se confirmem, um clima de indefinições e uma nova rodada de volatilidade podem acontecer.

Por sua vez, o eventual agravamento do nervosismo com a crise fiscal europeia pode “estender as preocupações para a situação fiscal nos EUA, em particular para a situação dos estados, e, sobretudo, dos municípios”. As cidades norte-americanas tiveram de contar com um expressivo aumento das transferências federais para cumprirem suas obrigações nos últimos anos.

Dessa maneira, os economistas acreditam que uma desvalorização abrupta dos títulos municipais não pode ser descartada, e poderia trazer prejuízos a vários bancos locais com elevada exposição a esses papéis.