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SÃO PAULO – Apesar da redução dos estoques norte-americanos de petróleo, a cotação do barril da commodity opera em baixa nesta tarde nos mercados internacionais. De acordo com os dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), os estoques de petróleo do país apresentaram uma queda de 3 milhões de barris. Da mesma maneira, os estoques de gasolina apresentaram uma queda na última semana.
O resultado contrariou a projeção da maioria dos analistas, que projetava um aumento das reservas de óleo e combustíveis. O impacto da notícia, entretanto, é minimizado pelos dados divulgados pelo DOE na terça-feira. Segundo o departamento, reservas estratégicas dos Estados Unidos estão, pela primeira vez, perto dos 100% de sua capacidade.
Declarações da Opep e G8 ainda beneficiam mercado
Vale citar também que o presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Ahmad Fahd al-Sabah, cogitou na última sessão a possibilidade de pedir um aumento de 500 mil barris por dia das cotas de produção dos países membros do cartel, caso os preços do produto se mantenham em patamares muito elevados.
Além disso, membros do G8, bloco que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia, declaram que, com o intuito de estimular o aumento da capacidade de refino do setor, os termos do plano de intenções fiscais para as grandes empresas do setor de petróleo serão novamente debatidos.
Preços do petróleo recuam em Nova York e Londres
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 52,70
nesta quarta-feira, baixa de 0,81% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho negativo da sessão, o petróleo acumula forte alta de 3,88% neste mês de junho.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 30,54%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
40,37 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em julho de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 53,25 por barril, configurando uma baixa de 0,95% frente ao fechamento anterior.