Apesar da instabilidade na renda variável externa, risco-Brasil cai 45 pontos

Atenções se voltam ao prejuízo reportado pelo Morgan Stanley e à linha de crédito concedida à Macy's; Global 40 sobe forte

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SÃO PAULO – Apesar da instabilidade verificada nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (17), o risco-Brasil terminou com forte queda de 45 pontos, cotado a 462 pontos. Na ausência de indicadores de peso, as atenções se voltaram ao prejuízo reportado pelo Morgan Stanley e à linha de crédito concedida à Macy’s.

No último trimestre fiscal do ano de 2008, o banco norte-americano registrou prejuízo de US$ 2,2 bilhões, alimentando o pessimismo entre os investidores quanto à saúde do setor financeiro. Na outra ponta, a notícia de que a Macy’s conseguiu uma linha de crédito de US$ 2 bilhões para financiar sua dívida de curto prazo foi bem recebida pelo mercado.

Mesmo com o clima de instabilidade nos mercados, o preço dos Treasuries fechou em baixa, e os títulos da dívida externa brasileira contrariaram esse movimento. Vale lembrar que a relação entre a variação dos papéis do Tesouro norte-americano em relação aos Globais determina o indicador risco-Brasil.

Risco-Brasil despenca

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 462 pontos-base, queda de 45 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, fechou em alta de 3,36% nesta quarta-feira, cotado a 124,25 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Anterior Var %
Global 40 124,25 120,20 +3,36