Apesar da instabilidade externa, Ibovespa fecha na máxima desde 5 de junho

Noticiário corporativo e dados dos EUA compõem sessão agitada e sem tendência em Wall Street e Europa; TIM e ALL lideram ganhos

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Enquanto alguns dos principais mercados globais enfrentaram uma sessão de instabilidade nesta terça-feira (5), com os índices em Wall Street encerrando com sinais opostos e as bolsas europeias fechando sem tendência, o Ibovespa conseguiu se sustentar no campo positivo.

Assim, o principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão com leve alta de 0,28%, a 70.239 pontos – renovando sua máxima desde 5 de junho de 2008, quando fechou cotado a 71.209 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 7,11 bilhões.

Bolsa
A tão comentada operação de venda da Telecom Italia à Telefónica pode estar mais perto de ocorrer. Foi ao menos o que noticiou o jornal italiano Milano Finanza nesta terça-feira, repercutindo por aqui em forte alta dos papéis da TIM Participações, em especial dos ordinários.

Ainda no setor, os papéis da Telebrás dispararam repercutindo o Plano Nacional de Banda Larga do governo brasileiro. Apesar de ainda estar passando por ajustes, o principal aspecto já apontado é que a Telebrás deve de fato ser a companhia responsável por gerenciar o projeto.

Os papéis da ALL também avançaram na sessão, assim como os ativos da Fibria, que anunciou ter concluído duas operações de captação de linhas de pré-pagamentos à exportação, sendo a primeira de US$ 750 milhões, com prazo de cinco anos, e a segunda de US$ 425 milhões, com um prazo de sete anos.

Por outro lado, as ações das varejistas B2W, Lojas Renner e Lojas Americanas estão entre as maiores perdas da sessão, em meio a dados divulgados esta manhã pelo Serasa. Apesar de a atividade varejista ter registrado crescimento de 5,8% no ano passado, o número representa o menor desempenho anual acumulado desde 2004 registrado pelo Indicador Serasa Experian do Comércio Varejista.

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Os papéis da Embraer também não tiveram bom desempenho no Ibovespa, repercutindo o pedido de concordata da companhia aérea norte-americana Mesa Air – das quais a empresa brasileira é uma das principais credoras.

Após as especulações levantadas na véspera, a Braskem confirmou em comunicado que os diálogos com os acionistas da Quattor estão avançados, mas as negociações ainda não foram concluídas.

Reaparecendo no noticiário corporativo, a Petrobras ganha destaque após o jornal português Diário Económico afirmar que a estatal brasileira estaria interessada em adquirir a fatia de 33,34% da italiana Eni na Galp.

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Vale mencionar que a BM&F Bovespa anunciou a renovação do recorde de volume financeiro médio diário negociado no mercado de ações durante o último trimestre de 2009. Com uma marca de R$ 6,840 bilhões no período, o volume superou em 3,34% a recorde anterior, de R$ 6,618 bilhões, alcançado no quarto trimestre de 2007.

Destaques do dia
O cenário corporativo ganha destaque na sessão, com as principais montadoras do mundo divulgando suas vendas no mercado norte-americano em dezembro. Destaque para a Ford, que, após registrar um crescimento de 32,8% no total de veículos comercializados em comparação ao mesmo mês de 2008, viu suas ações dispararem em Wall Street. Já as vendas da Chrysler recuaram 3,7% na mesma base comparativa – queda mais amena do que a reportada em novembro. Já a General Motors manteve a tendência vista em novembro e registrou um declínio de 6,1% no total de automóveis vendidos nos EUA na passagem de dezembro de 2008 e 2009.

Ainda no cenário corporativo externo, a Nestlé acertou a compra da divisão de pizzas congeladas da Kraft Foods nos EUA por US$ 3,7 bilhões. Já a Kraft Foods afirmou que elevaria a proposta de compra da Cadbury – entretanto, a Berkshire Hathaway, maior detentora de participações na Kraft Foods, votou contra a emissão de 370 milhões de ações, inserida na proposta de aquisição da Cadbury.

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Na pauta de indicadores, destaque para o Factory Orders, mostrando que o volume de encomendas à indústria norte-americana aumentou mais do que o esperado em novembro.

Ainda na principal economia do mundo, o NAR’s Pending Home Sales Index registrou um recuo maior do que o previsto no total de assinaturas de contratos de vendas de casas durante o mesmo mês.

Dólar
Após a queda reportada na sessão anterior, o que o levou a atingir sua mínima desde novembro do ano passado, o dólar comercial se recuperou nesta terça-feira, fechando em alta de 0,35%, cotado na venda a R$ 1,729.

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O Bacen voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação desta vez teve início 15h22 e terminou 15h32 (horário de Brasília). A taxa de corte aceita ficou em R$ 1,7295.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,43%, queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,05% de seu valor de face, queda de 0,92% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 196 pontos-base, alta de 6 pontos em relação ao fechamento anterior.

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