Apesar da crise política, S&P mantém a classificação de risco do Brasil

A agência acredita que os sólidos fundamentos atingidos nas contas fiscais e externas nos últimos anos devem continuar

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SÃO PAULO – A Standard & Poors (S&P), uma das maiores agências de classificação de risco do mundo, acredita que os sólidos fundamentos atingidos nas contas fiscais e externas brasileiras nos últimos anos devem continuar, apesar da crise política e das denúncias de corrupção que permeiam o plano político do país.

Segundo artigo divulgado pela agência, na atual classificação de risco do Brasil já estão precificadas as dificuldades legislativas do país e as expectativas de pouco progresso no campo político brasileiro.

Entretanto, os ratings também assumem a continuidade do comprometimento, tanto do governo atual como dos que estão por vir, com as políticas macroeconômicas e a capacidade do país de responder a crises internas ou externas, de forma que, caso este comprometimento falhe, a classificação do país poderá ser afetada.

Mercado internacional favorável e sólidas instituições

Além da solidez nas contas fiscais e externas do país nos últimos anos, os analistas da S&P afirmam que a favorável condição da liquidez global também contribui com a manutenção do rating brasileiro, através da redução dos impactos da crise política no mercado financeiro.

Simultaneamente, as instituições brasileiras são mais fortes quando comparadas às instituições dos demais países com o mesmo nível de crédito do Brasil, fato que permite a manutenção de risco do país mesmo com a crise política.

O artigo também afirma que a política adotada pelo governo de Luis Inácio Lula da Silva reconhece a importância da manutenção da estabilidade macroeconômica. Além disso, as discussões a respeito da determinação da meta do déficit nominal zero revelam amadurecimento político e preocupação com a conta fiscal do país.

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Por fim, os analistas da agência destacaram como outro ponto positivo o fato das denúncias estarem sendo investigadas, revelando uma democracia forte e aberta, já que as investigações contam com a participação do congresso, do poder judiciário, da impressa e da sociedade em geral.