Apesar da atuação do governo chinês, Xangai cai 1,67%; Europa tem dia de alta

Maioria dos índices acionários focados na China continuaram bastante voláteis mesmo após Pequim prometer mais apoio

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SÃO PAULO – As bolsas asiáticas buscaram um movimento positivo após a derrocada do mercado chinês na véspera, mas boa parte delas fechou em queda. O governo chinês tentou acalmar o mercado, com os reguladores do país dizendo que estavam dispostos a comprar ações para estabilizar o mercado, enquanto o BC da China injetou dinheiro nos mercados e até mesmo insinuou uma maior flexibilização monetária.

Contudo, a maioria dos índices acionários focados na China continuaram bastante voláteis mesmo após Pequim prometer mais apoio e a confiança continuava fraca com muitos investidores buscando sair dos mercados nos primeiros sinais de um rali.

“A confiança de investidores de varejo no mercado continental está muito fraca. Eles preferem ficar longe do mercado após liquidar suas posições”, disse o diretor da UOB Kay Hian, Steven Leung. Enquanto isso, alguns investidores buscaram refúgio da volatilidade do mercado em ativos considerados portos-seguros como bônus soberanos e o iene. Desta forma, Xangai caiu 1,68%, enquanto o japonês Nikkei teve leves perdas de 0,10%. 

Enquanto isso, o dia é de alta expressiva para as bolsas europeias, com os olhos também voltados para a China, além da temporada de resultados do segundo trimestre. No noticiário econômico, foi divulgado o PIB do Reino Unido, com crescimento de 0,7% na comparação trimestre na prévia do PIB do segundo trimestre. O resultado representa uma aceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB avançou 0,4% na comparação trimestral. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior a alta foi de 2,6%, sendo que ambos os resultados ficaram em linha com a expectativa do mercado.

E a Grécia segue no radar: as negociações entre o país e os credores internacionais para um terceiro resgate, estimado em até 86 bilhões de euros em três anos, começaram oficialmente hoje (28).

Ao todo, 12 técnicos da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Mecanismo de Estabilização Europeu (MEE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) visitaram esta manhã a Secretaria-Geral de Contabilidade.

Nesta primeira etapa das negociações, os técnicos vão recolher dados sobre o estado das finanças públicas para fazer uma nova avaliação à luz do impacto que tiveram as restrições bancárias impostas há um mês na evolução financeira.

(Com Reuters e Agência Brasil)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.