Apesar da alta das ações, indicadores preocupam e puxam alta do risco-Brasil

Trade Balance de julho marca superávit maior que o esperado; Global 40 termina com recuo de 0,60%

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SÃO PAULO – Diante de indicadores macroeconômicos preocupantes sobre os EUA, o risco-Brasil fechou com expressivo avanço de 8 pontos nesta quinta-feira (11). Pelo lado corporativo, as tensões sobre a saúde do setor financeiro norte-americano foram o destaque.

Na agenda econômica, apesar do melhora verificada no Treasury Budget em agosto, o déficit na revisão da balança comercial norte-americana avançou para US$ 62,2 bilhões em julho, frente à previsão de US$ 58 bilhões feita pelos analistas. Na mesma linha, o número de pedidos de auxílio-desemprego veio acima do esperado pelo mercado na última semana nos EUA.

Vale ressaltar que a relação das variações da nota de dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-Brasil.

Risco-Brasil em forte alta

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan fechou a 275 pontos-base, alta de 8 pontos em relação ao fechamento anterior.

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, marcou baixa de 0,60% na tarde desta quinta-feira, cotado a 132,35 centavos de dólar.

Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 132,35 133,15 -0,60