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SÃO PAULO – Apenas 43% dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foram destinados à construção de novas moradias de interesse social no primeiro trimestre deste ano, enquanto 57% financiaram a compra de imóveis usados e cestas de materiais para construção.
De acordo com o Placar da Habitação, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as moradias populares receberam do FGTS e do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) R$ 727 milhões no período, enquanto para a aquisição de imóveis usados e financiamentos de materiais para construção foram destinados R$ 974 milhões.
Déficit habitacional
“Só conseguiremos diminuir expressivamente o déficit habitacional quando investirmos, pelo menos, 75% na construção de novas habitações e 25% em aquisição de imóveis usados e reformas”, acredita o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.
Ele acredita que, quanto mais recursos forem revertidos para a compra de materiais, maior será o déficit habitacional, “porque o beneficiado de baixa renda melhora sua moradia, mas ela continua localizada em áreas invadidas, de risco ou em favelas”, conclui.
PAR preocupa
Robusti também manifestou preocupação em relação ao PAR. Ele diz que apenas 8,5 mil moradias de interesse social foram construídas no Brasil este ano porque, de R$ 1,2 bilhão reservados para o financiamento de novas residências, apenas R$ 273 milhões deixaram os cofres.
Ele diz que o Conselho Curador do FGTS já autorizou a liberação de R$ 1 bilhão para o ano, mas até agora o Ministério da Fazenda não baixou o decreto liberando a verba, paralisando alguns empreendimentos do PAR em todo o Brasil.
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Até este mês de abril, apenas R$ 743 milhões foram investidos na construção de moradias com recursos dos programas FGTS, PAR, FNHIS, PSH, FAT, HBB e FD (de 27.580 habitações), mesmo assim, o setor espera que até o final deste ano sejam aplicados R$ 7,5 bilhões na construção de 282,6 mil novas residências.