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SÃO PAULO – Nem mesmo na hora de comprar jóias os brasileiros estão livres dos impostos. Segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a carga tributária do setor é de 53% atualmente.
Já na Itália, por exemplo, 20% do preço dos produtos é destinado aos impostos e no Líbano, apenas 1,2% do valor total.
Recordista mundial
Ainda de acordo com a pesquisa, o Brasil é o recordista em impostos no setor, sendo que sua carga tributária é muito superior a de outros países, como Estados Unidos (7%) e México (15%).
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| Carga tributária do setor de gemas e metais preciosos | |
| País | % |
| Líbano | 1,2 |
| Índia | 4 |
| Rússia | 5 |
| Japão | 5 |
| China | 5 |
| Venezuela | 6 |
| Suíça | 6,5 |
| Estados Unidos | 7 |
| Canadá | 7 |
| Tailândia | 10 |
| México | 15 |
| Alemanha | 16 |
| Espanha | 16 |
| Itália | 20 |
| Brasil | 53 |
Fonte: IBGM
Consumidor prefere peças exclusivas
Em entrevista ao Diário do Comércio, o presidente do IBGM, Hécliton Santini Henriques, afirmou que os consumidores de jóias preferem peças exclusivas e, por esse motivo, acabam dando preferência às pequenas empresas, que predominam no setor.
“O mercado ficou mais exigente com a personalização nos últimos anos. É uma tendência mundial, tanto que muitas lojas começaram a ter fabricação própria ou contrataram ourives de menor porte”, disse Henriques.