Anticoncepcional genérico é liberado; economia anual será de pelo menos R$ 120

Remédios sem marca são, pelo menos, 35% mais baratos que os de referência - mas proporção pode chegar a 45%

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou, na última segunda-feira (05), regulamentação autorizando a entrada de pílulas anticoncepcionais genéricas no mercado farmacêutico. Até então, apenas produtos injetáveis do tipo eram permitidos. Com isso, consumidoras devem economizar pelo menos R$ 120 por ano.

Estudo de mercado produzido Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) constatou que a utilização de pílulas como método contraceptivo gera uma despesa anual de algo em torno de R$ 350.

Com a possibilidade, o custo anual será reduzido no mínimo 35%, conforme determina a legislação – mas alguns produtos chegam a ser 45% mais baratos.

Boa notícia

De acordo com a própria Anvisa, a nova resolução, que atualiza o Regulamento Técnico para Medicamentos Genéricos, também autoriza a produção de genéricos de hormônios endógenos (para terapias de reposição hormonal) e de imunossupressores (usados, por exemplo, para evitar a rejeição em casos de transplante de órgãos).

“A medida é uma boa notícia para as consumidoras, tendo em vista que as pílulas se configuram no segundo método contraceptivo mais utilizado no país”, afirmou, por meio de nota, Odnir Finotti, vice-presidente da associação.

A Anvisa, por sua vez, informou que, até então, a pílula sem marca não era permitida porque não havia metodologia suficiente para garantir uma cópia fiel do produto de referência. “Essa limitação foi superada nos últimos anos, tornando possível autorizar o registro dos medicamentos”, afirmou a agência, lembrando que, de uma maneira geral, seus registros contam com 2.084 remédios de baixo custo.

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Utilização

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), que entrevistou mulheres entre 15 e 49 anos em todo o Brasil em 1996, a pílula anticoncepcional aparece como o segundo método de contracepção mais utilizado (20,7% do total de entrevistadas), atrás apenas da esterilização feminina (40,1%) e bem à frente de outros métodos como o uso de preservativos (4,4%) e do DIU (1,1%).

“Além de mais baratos, os genéricos irão oferecer segurança aos usuários, uma vez que antes de chegar ao mercado passam por rigoroso testes de qualidade”.