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SÃO PAULO – A procura por antecipação da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física está disponível há menos de duas semanas, desde o dia 1º deste mês. No entanto, algumas instituições financeiras prevêem que este ano será marcado pelo aumento dos pedidos, que pode chegar a 65%, na comparação com 2006.
Praticamente todos os bancos estabelecem que, para ter acesso ao produto, a pessoa precisa ser correntista. A taxa de juro está em torno de 3% ao mês, e o pagamento do empréstimo deve ser feito de uma única vez, no dia em que Receita Federal libera o dinheiro ou na data limite estipulada pelo contrato.
Crescimento recorde
No Banco do Brasil, por exemplo, a expansão no número de contratações é de 65%, na comparação com igual período do ano passado. Em valores, a instituição financeira já acumula, neste ano, R$ 31,4 milhões.
Por meio de nota, o BB informou, ainda, que a atual temporada registrou volume recorde de contratação para um único dia desde o seu lançamento, há oito anos: no dia 5 foram R$ 6,9 milhões antecipados, por meio de 4.072 contratos.
A Caixa Econômica Federal não tem um balanço fechado do início das operações. No entanto, informou que sua expectativa é de atender mais de 50 mil clientes, praticamente o dobro do ano passado: em 2006, cerca de 26 mil clientes anteciparam suas restituições, totalizando R$ 39 milhões.
Mesma coisa
Já o Unibanco informou, por meio de sua assessoria de imprensa, não ter autorização para divulgar prévias de balanço. Contudo, afirmou que a procura, pelo menos por enquanto, repete o resultado do ano anterior.
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Já o Real ABN Amro, Itaú e Bradesco afirmaram ainda não possuírem um balanço sobre o assunto.
Sem dinheiro
Para Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), os dados anunciados pelos bancos apenas confirmam que o brasileiro está mesmo precisando de dinheiro. “E se, por acaso, o consumidor cai na malha fina e não recebe o dinheiro da restituição?”, perguntou.
De acordo com Maria Inês, exatamente por não ter essa certeza de que o dinheiro virá, o contribuinte deve fugir dessa facilidade. “A pessoa precisa se lembrar que, se ela não pagar, terá juros, encargos”, finalizou.