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SÃO PAULO – As ações da OGX Petróleo (OGXP3), agora Óleo e Gás Participações, são pressionadas no pregão desta quarta-feira (29), em meio a notícias de que credores estrangeiros de peso zeraram suas posições na empresa e seu pedido foi negado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para postergar planos de avaliação de descoberta de duas áreas localizadas em blocos com prazo já vencido para esta atividade.
Isso fez com que a agência confirmasse que a OGX terá que devolver 8 campos de petróleo para a União. As ações da empresa caem 10,0%, a R$ 0,27. O volume financeiro chama atenção também e atingia no mesmo horário R$ 21,45 milhões, contra média diária dos últimos 21 pregões de R$ 23,112 milhões. Em quatro dias, o papel já acumula queda de mais 20%.
De acordo com a Reuters, a ANP já decidiu pela devolução dos blocos pelo fato de que a OGX não queria assumir os compromissos previstos no PADs. Na véspera, a OGX informou que a devolução não fazia diferença – uma vez que eles não tinham sido levados em conta no plano de recuperação judicial da petrolífera.
Fuga de credores
Dois dos principais credores estrangeiros da OGX Petróleo venderam seus títulos e zeraram suas posições na companhia, deixando para trás o acordo firmado no fim do ano, informou o Valor. O acordo da OGX com os credores, fechado próximo ao Natal, determinava a conversão em ações dos US$ 3,8 bilhões que detêm em bônus emitidos pela petroleira. A venda deixa claro que há divergências entre os credores quanto ao plano de recuperação judicial da companhia. De acordo com o jornal, a Pimco – maior detentora de bônus da OGX – também estaria insatisfeita com alguns termos das negociações.
Segundo apurou o Valor, o movimento agora foi feito pela gestora norte-americana BlackRock, que confirmou ontem à noite ter liquidado seu investimento em bônus da OGX e pela GSO, que investe em companhias em dificuldade.
Além disso, a empresa informou na noite da véspera que teve pedido negado pela agência reguladora para postergar planos de avaliação de descoberta de duas áreas localizadas em blocos com prazo já vencido para esta atividade, o que poderá levar à devolução dos prospectos. A petroleira de Eike Batista solicitou postergação de planos de avaliação de descoberta para Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, na Bacia de Campos; além de Natal e Belém, na Bacia de Santos. A diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entretanto, indeferiu o pedido de prorrogação em meados de janeiro, segundo a ata de reunião.
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Em nota, a petroleira disse que a eventual devolução de alguma dessas áreas não afetará o plano de negócios da companhia, que irá constar do plano de recuperação judicial, uma vez que o valor econômico desses projetos não foi considerado em nenhuma das projeções da companhia.