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SÃO PAULO – O dólar fechou o primeiro pregão de 2013 em leve queda ante o real, com o otimismo visto após o acordo para evitar o “abismo fiscal” nos Estados Unidos dissipando-se no decorrer da sessão.
A moeda norte-americana encerrou em queda de 0,10 por cento, cotada a 2,0460 reais na venda, em relação a cotação do dia 31 de dezembro, quando o mercado operou por meio período e com negócios apenas para fechamento de caixa dos bancos.
Já em relação ao fechamento de sexta-feira, dia 28 de dezembro, considerado o último dia de mercado real do ano de 2012, o dólar encerrou o pregão desta quarta-feira em leve alta de 0,06 por cento.
“Num primeiro momento, o mercado se entusiasmou e ficou mais propenso ao risco … mas a verdade é que o mercado continua cauteloso”, afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.
O dólar atingiu 2,0329 reais na mínima da sessão logo no início do dia e 2,0451 reais na máxima no final do pregão. Segundo dados da BM&F, o volume negociado foi de 2,102 bilhões de dólares.
Os mercados acordaram otimistas nesta quarta-feira após boas-novas dos Estados Unidos, cujos congressistas evitaram na última hora o “abismo fiscal”, série de aumentos de impostos e cortes de gastos automáticos, que poderia colocar a maior economia do mundo novamente em recessão.
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No entanto, ainda há questões pendentes como as negociações sobre o aumento do teto da dívida e os cortes de gastos do governo dos EUA, que podem provocar novas disputas políticas e agitar novamente os mercados.
Fora isso, a vigilância do Banco Central brasileiro sobre o câmbio também ajudou a manter a moeda norte-americana dentro de um nível que o mercado considera confortável para a autoridade monetária.
“Não viemos a refletir muito esse bom humor externo porque estamos mais fortememente precificados que os nossos pares”, disse Galhardo, lembrando que o dólar australiano, considerado de perfil semelhante ao real, se valorizou mais que o real durante a sessão. Às 18h30, a moeda da Austrália avançava 0,94 por cento em relação ao dólar.
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A autoridade monetária mostrou-se preocupada com a valorização do dólar no final do ano por conta de possíveis repasses à inflação e atuou com força para fazer a divisa fechar o ano abaixo de 2,05 reais, depois de ter raspado em 2,14 reais no final de novembro.
Por outro lado, medidas tomadas em dezembro que facilitam a entrada de dólares no país e um maior apetite por risco no exterior podem ameaçar o piso informal de 2 reais, o que o governo já deixou claro não querer.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no final de novembro que o dólar acima de 2 reais “veio para ficar”. Na época da declaração, o dólar era negociado em torno de 2,11 reais.
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“O mercado pode tentar e vai tentar descobrir o novo piso em que o BC vai atuar”, disse Galhardo, destacando, no entanto, que isso deve acontecer de forma gradual. “O dólar, quando sobe, vai de elevador. Mas para descer, vai de escada.”