Angra 3 pode iniciar operação após julho de 2016, diz Eletronuclear

Inicialmente, a estimativa era que a usina de Angra 3 ficasse pronta no fim de 2015

Reuters

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RIO DE JANEIRO – O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, sinalizou nesta terça-feira (23) que o início da operação da central nuclear de Angra 3 pode ficar para depois de julho de 2016, o que significaria um atraso ainda maior que o esperado em relação ao prazo inicial estabelecido para a entrada da usina.

O executivo disse que julho de 2016 – previsão para entrada em operação da usina que já representa um atraso de sete meses ante a estimativa inicial – é uma “faixa”, o equivalente a uma banda, mas não um prazo preciso para o início da operação. “É uma faixa, por isso falamos 2016”, declarou ele a jornalistas após palestra no Congresso Brasileiro de Energia. “Quem construiu casa sabe que não dá para cravar o dia”, acrescentou.

Inicialmente, a estimativa era que a usina de Angra 3 ficasse pronta no fim de 2015. Disputas judiciais entre grupos que participaram da licitação para a montagem eletromecânica da central nuclear – que ainda não foram solucionadas e estão no TCU (Tribunal de Contas da União) – e exigência maior dos padrões de segurança, diante do acidente nuclear de Fukushima, levaram à mudança do prazo para julho de 2016.

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Segundo a Eletronuclear, 40 por cento da obra civil já foi concluída e, nesse momento, os cerca de 4 mil operários que atuam na construção da central participam da suspensão do sistema de contenção da central nuclear.

A usina nuclear de Angra 3 vai gerar 1.405 megawatts (MW) de energia para o sistema, de acordo com a Eletronuclear.

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