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SÃO PAULO – O maior número de investidores estrangeiros no mercado de títulos públicos tem influenciado a demanda e a percepção de retorno desse ativos, avaliou a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em seu relatório mensal de renda fixa, divulgado nesta segunda-feira (12).
De acordo com a entidade, em maio, a participação de estrangeiros no total de títulos prefixados e indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em mercado foi de 21,7% e 4,6%, nesta ordem.
A associação destaca ainda que a parcela detida pelos investidores de outros países no mercado de títulos públicos brasileiro atingiu 8,1% do total da dívida em maio deste ano, subindo 24%, segundo dados do Banco Central.
Estoques
Em sua análise, a Anbima deu enfoque também para o crescimento de 3,79% no estoque de títulos de crédito do setor imobiliário. “Nos últimos doze meses, o estoque desses papéis cresceu 53,56% e já se aproxima do patamar de R$ 50 bilhões”, mencionou a associação.
Cabe destacar que, segundo a Anbima, o estoque de debêntures obteve crescimento de quase 18% nos últimos doze meses, saltando para a cifra de R$ 308,4 bilhões.
Ainda segundo a associação, o estoque total de renda fica fechou o mês de junho com R$ 2,82 trilhões, sendo R$ 1,53 trilhão referente a estoque de títulos públicos e R$ 1,28 trilhão referentes a títulos privados. A variação desses estoques em relação ao mês anterior foi de 0%, -0,1% e +0,2%, nessa ordem.
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Volume de operações
Além disso, a Anbima ainda revelou que o volume diário de operações definitivas de renda fixa recuou 6,4% no mês, ficando em R$ 7,64 bilhões. O volume das operações compromissadas, por sua vez, avançou 9,3% no mesmo período, para R$ 364,25 bilhões diários.
IMA-Geral*
Mesmo em um período marcado pela forte volatilidade, a Anbima mostrou números positivos. De acordo com a entidade, o IMA-Geral (Índice de Mercado da Anbima) registrou variação de 5,72% no primeiro semestre deste ano. Já o IMA-B variou 6,68%, com forte influência dos títulos de prazos mais distantes.
“O IRF-M fechou o primeiro semestre com alta de 5,62%, sendo que o sub-índice que reflete a carteira prefixada de maior duration (o IRF-M 1+) registrou alta da ordem de 6,35% no período”, completou a associação.
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Nova projeção para o PIB
O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Anbima revisou para cima a sua projeção para a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2010. De acordo com as novas premissas da entidade, é esperado que a economia do Brasil cresça 7,3% ao final deste ano.
A última projeção da Anbima, revelada pela associação em maio, indicava um crescimento econômico de 6,9% para o Brasil ao final de 2010. Cabe mencionar ainda que a projeção da entidade para o PIB de 2011 permaneceu estável em 4,5%. “O Comitê estima ainda uma inflação efetiva de 5,60% este ano, inferior, portanto, àquela divulgada no mês passado (5,80%)”, completou.
*Para entender a metodologia dos índices da Anbima, clique aqui.