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SÃO PAULO – A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu a Nextel de vender linhas telefônicas para pessoas físicas com o chamado serviço móvel especializado – modalidade que agrega telefonia móvel e comunicação via rádio – sem a devida comprovação de que a finalidade é o uso corporativos.
O movimento da agência reguladora pode minguar uma possível investida da Portugal Telecom sobre a companhia, como forma de, caso venda sua participação na Vivo, manter suas operações no País.
Nextel: melhor alternativa…
A Nextel poderia vir a ser a melhor opção para os portugueses, sobrepondo-se a Oi e TIM , devido ao seu grande potencial de expansão no mercado doméstico. Esta era ao menos a visão do Citigroup em seu relatório publicado na última quinta-feira (18), antes do anúncio da Anatel.
Para os analistas do banco, James Rivett e Alexandre Garcia, os ativos da Nextel no Brasil, controlados pela NII, eram considerados bons e avaliados como a escolha que traria menos impactos negativos para a Portugal Telecom. A companhia portuguesa poderia arcar com os custos e atingir o controle da Nextel, ao mesmo tempo em que o crescimento é atrativo e o tamanho é pequeno, mas importante.
…até a proibição
Nota-se que o principal chamariz dos analista era justamente o potencial de crescimento da companhia no mercado doméstico, fato que para Carlos Serqueira e Antonio Junqueira, analistas do BTG Pactual, deve ser impactado pela medida. “As vendas podem sofrer, pois a empresa vem vendendo mais para as pessoas físicas”, afirmam. A proibição “deve travar as vendas aos clientes pessoa física, reduzindo a velocidade de vendas da companhia”.
No entanto o BTG minimiza, ao menos em parte, a dificuldade de obter os aparelhos da companhia no País. “Naturalmente, os indivíduos ou famílias que realmente quiserem os serviços da Nextel podem criar sua própria entidade corporativa, que é relativamente fácil no Brasil”.