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SÃO PAULO – O Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu, nesta quarta-feira (26), autorizar a Telefônica a voltar a comercializar o Speedy, mais de dois meses depois de ter proibido a empresa de vender o serviço de banda larga, por causa das panes frequentes e de reclamações dos usuários.
De acordo com a relatora do processo na Anatel, Emilia Ribeiro, as medidas tomadas pela Telefônica foram consideradas suficientes para a retomada das vendas. “Ela (a operadora) está quase triplicando a capacidade dela, inclusive na melhoria da gerência de atendimento ao usuário”, afirmou, segundo a Agência Brasil. As ações da empresa na prestação do serviço ainda serão acompanhadas pela Anatel por 60 dias.
Em nota, a empresa informou que voltará a vender o Speedy a partir das 8h desta quinta-feira (27).
Plano concluído antes do prazo
No último dia 17 de julho, a Telefônica havia anunciado ter concluído, antes do prazo determinado, o plano para garantir a estabilidade na rede Speedy, conforme imposto pela Anatel, na época em que a comercialização do serviço foi suspensa. O plano foi apresentado à agência reguladora no dia 26 de junho e tinha 30 dias para terminar.
Entre as medidas que foram adotadas pela Telefônica durante a execução do plano estavam a implantação de melhorias de segurança do perímetro da rede e a duplicação de capacidade de resolução dos servidores DNS.
A empresa havia divulgado, ainda, que, neste ano, irá investir um total de R$ 750 milhões para melhorar o serviço de banda larga. Desse total, R$ 70 milhões serão destinados a atender às demandas específicas da Anatel.
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Enquanto vigorava a suspensão imposta pela Anatel à Telefônica, o ministro das Comunicações, Hélio Costa se pronunciou contra a penalidade, afirmando que ela acabaria prejudicando o usuário.
“A penalidade é algo que tem uma função de corrigir erros, mas não pode penalizar o usuário”, disse.