Analistas veem oferta do BB muito próxima e com viés otimista

Citi se surpreende com tamanho da provável oferta; corretora segue otimista com o banco e vê ações acima da média

Por  Livia Teixeira

SÃO PAULO – Diante do comunicado do Banco do Brasil (BBAS3) da última quinta-feira (28), em que a companhia afirma que poderá realizar uma oferta de ações no mercado, analistas do Citigroup e Itaú Corretora comentam a notícia.

Segundo a nota divulgada, uma distribuição primária e secundária de papéis está em análise pela instituição devido aos planos de alcance do free float mínimo de 25% e de aumento de capital. Com o consentimento do Tesouro Nacional, o BB deverá promover um aumento em seu capital social de, no mínimo, R$ 8 bilhões e, no máximo, R$ 10 bilhões.

De acordo com o comunicado do banco, o Tesouro Nacional e o BNDES Participações estão “concluindo levantamentos para viabilizar o alcance do percentual mínimo de 25% de ações em circulação”. Com isso, o Banco do Brasil estima que cerca de 5% de suas ações tenham que ser postas à venda no mercado aberto.

Dito isto, a Itaú estima que “o volume que estará disponível para compra de investidores provavelmente se situará em um intervalo entre R$ 6,8 bilhões e R$ 7,6 bilhões (ainda que isto não tenha sido declarado, estamos assumindo que o Tesouro Nacional exercerá integralmente seus direitos de subscrição na injeção de capital)”, sendo que a previsão é de 40% a 45% para uma oferta primária, e o restante para uma oferta secundária.

Geralmente, o viés negativo que este tipo de anúncio carrega para as ações não preocupa a equipe do Itaú, que segue otimista com os papéis: “acreditamos que o overhang está mais do que precificado no preço atual da ação, posto que o banco está sendo negociado a um desconto de 33% em relação ao Bradesco sobre o P/E (preço da ação sobre o lucro estimado para a empresa em 2010)”. A corretora classifica as ações como outperform (desempenho acima da média do mercado).

Próxima
Na opinião do Citigroup, o teor do último comunicado sugere que a oferta de ações está mesmo próxima, além de envolver um volume de capital muito superior ao previamente esperado por seus analistas,fator que, na avaliação da instituição,é resultado dos esforços do banco para ampliar seus níveis de capitalização.

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