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SÃO PAULO – A notícia de que a TAM (TAMM4) entrou com pedido de abertura de capital e IPO (Initial Public Offering) de sua controlada Multiplus animou os analistas, que projetam efeito positivo para a companhia aérea.
“Em conversas com a empresa, sempre ficou claro que era grande a possibilidade, após um certo tempo, do Multiplus tornar-se companhia aberta. Entretanto, não esperávamos que isso ocorresse tão rapidamente”, comentam os analistas da Link Investimentos.
Eles explicam que a TAM pode ter antecipado a decisão porque o Multiplus, que abrange o gerenciamento de todos os programas de fidelidade da empresa, ainda não possui uma grande quantidade de parceiros e seu modelo de negócios não é ainda tão difundido no Brasil, principalmente por ter sido consolidada há apenas seis meses.
Para a Link, apesar da empresa ter acelerado o processo de tornar o Multiplus uma companhia aberta, a unidade de negócio possui um grande potencial de geração de valor. A equipe de research fala ainda que seu principal correlato seria a Aeroplan, também fruto de um spin off da Air Canada.
De acordo com a TAM, o Multiplus tem potencial para atingir margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida) de 22% a 25%, o que representa mais que o dobro da registrada em 2008 (9,6%) pela companhia. A Link decide, assim, manter seu rating de “outperform” (desempenho acima da média) para a TAM.
Oportunidades
Em linha com o pensamento da Link, estão os analistas do Citigroup. O time acredita que a notícia de oferta pública do Multiplus é positiva para a TAM e alinhada ao apetite do mercado por transações deste tipo.
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“O IPO deve permitir à TAM levantar capital, melhorando sua alavancagem, o que também deve ser importante, especialmente porque as operações da companhia aérea não têm gerado caixa”, revela a equipe, que mantém o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) em US$ 20,56.
Além disso, o banco Barclays destaca que o aumento do crédito da TAM vem em um momento em que a demanda por transporte aéreo deve aumentar no Brasil, principalmente por conta dos eventos esportivos previstos para os próximos anos, como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas.
“A TAM tem um crédito melhor que a GOL por ter um modelo de negócio mais diversificado, focado no mercado internacional, e uma liquidez mais benigna, enquanto a GOL continua exposta aos riscos de refinanciamento”, cometam.