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SÃO PAULO – A perda da média móvel exponencial de 21 dias na terça-feira (1) levou o Ibovespa a testar o suporte intermediário em 55.360 pontos nos últimos dois pregões.
Próximo a este patamar, nos 55.665 pontos, encontra-se a máxima de setembro do ano passado, mês tido no mercado como adverso aos investimentos em renda variável.
No dia 15 de setembro de 2008 o banco norte-americano Lehman Brothers entrou com o pedido de concordata nos Estados Unidos. A partir do fato os mercados mundiais despencaram. Em outubro, o Ibovespa recuou 24,80%, alcançando a mínima de 29.435 pontos.
Próximo à região entre 56 mil e 55 mil pontos, o Ibovespa deve sustentar-se sobre estes patamares para manter sua tendência de alta que vem desde março, superando a máxima de 57.370 pontos para anular qualquer sinal baixista atual, rumo aos 61 mil pontos, como projeta a equipe da Itaú Corretora.
Caso perca a região entre 54.800/600 pontos, o índice forma no gráfico diário um padrão de baixa, com principal objetivo na casa dos 52.500 pontos, conforme os estudos de Fibonacci, tendo no meio do caminho suporte intermediário nos 54.000 pontos.
Petrobras
Na segunda-feira (31), os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) abriram com gap no gráfico diário e chegaram a se aproximar do importante suporte dos R$ 30,80, mas se recuperaram e encerram o dia acima de sua LTA (Linha de Tendência de Alta) vinda desde dezembro do ano passado.
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O teste deu força às ações, ante a divergência do OBV (On Balance Volume) diário e o expressivo volume empregado sobre a linha de tendência, garantido também um suporte importante ao ativo no médio prazo.
Para o Itaú, o papel seguirá com força compradora se superar a barreira dos R$ 32,60, em busca da resistência nos R$ 33,00, afirma a equipe do Bradesco, com próximos objetivos em R$ 34,50 e R$ 35,10.
Por outro lado, caso a ação perca sua LTA, ou seja, negocie abaixo dos R$ 30,80, o Itaú prevê um período intenso de queda, vislumbrando os R$ 29,80 e R$ 28,15, de acordo com a equipe do Bradesco.
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Vale
As ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) seguem em indefinição no curto e em correção no curtíssimo prazo, avalia o Itaú, com suporte intermediário sobre a média móvel exponencial de 50 dias, na casa dos R$ 32,00.
Caso não firme suporte neste patamar, o papel segue para os R$ 31,60, mínima do dia 19 de agosto representada pelo O-C-O-I (Ombro-Cabeça-Ombro-Invertido). Abaixo desta região, a ação, segundo o Bradesco, abre espaço para testar os R$ 29,70, R$ 29,25 e R$ 28,80, desconfigurando a formação de alta por completo.
Por outro lado, caso mantenha-se acima da região entre R$ 31,60 e R$ 32,00 e ultrapasse as médias móveis exponenciais de 10 e 21 dias, o papel ganha força para testar a linha do pescoço próxima dos R$ 34,00.
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Superando com um volume acima da média tal barreira, as ações, segundo o Bradesco, seguem para a faixa dos R$ 34,50, com principal objetivo em torno de R$ 38,20, projetam os analistas do Itaú.