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SÃO PAULO – Em mais um dia movimentado no mercado, chama atenção a enxurrada de revisões promovidas pelos bancos e corretoras nas recomendações das empresas listadas na BM&FBovespa. Sete instituições alteraram suas classificações para companhias dos setores de educação, saneamento básico, construção civil e siderurgia.
A Sabesp (SBSP3) viu seu preço-alvo ser cortado pela Ágora Corretora, mas elevado pela Citi Corretora. Já no setor de educação, a Kroton teve seu preço-alvo revisado para cima tanto pelo HSBC quanto pelo Brasil Plural.
Outra empresa que teve sua recomendação revisada por duas instituições foi a Tecnisa (TCSA3): a Citi reduziu a classificação das ações, enquanto o Banco Espírito Santo manteve como equivalente a manutenção.
Sabesp: revisão após reajuste de tarifa
A Sabesp teve seu preço-alvo alterado após a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) divulgar um reajuste de 2,35% na tarifa da empresa, superior ao anterior, de 1,94%, porém bem abaixo do pleiteado pela companhia, da ordem de 13%.
O valor ficou bem abaixo dos 8% estimados pelo analista Luiz Otávio Broad, da Ágora, o que levou a redução no preço-alvo de R$ 131,80 para R$ 123,00 por ação – o que representa um potencial de valorização de 34,82% em relação ao fechamento da última sexta-feira (22). A recomendação, contudo, foi mantida em compra.
Já a Citi Corretora rolou para cima o preço-alvo dos papéis, de R$ 83,50 para R$ 89,00 – mesmo assim, com um downside de 2,44% sobre o último fechamento -, incorporando a segunda rodada da revisão tarifária, uma estimativa de menores provisões e ajuste na taxa do custo médio ponderado do capital (WACC, na sigla em inglês) para baixo para fazer frente às novas premissas macroeconômicas. A recomendação é neutra.
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HSBC e Brasil Plural elevam preço-alvo de Kroton
Já no setor de educação, a Kroton (KROT3) teve seu preço-alvo elevada pelo HSBC, de R$ 20,25 para R$ 24,50 – o que representa um potencial de valorização de 3,90%. A recomendação também foi revisada para cima, de underweight (desempenho abaixo da média para equivalente a manutenção.
Por sua vez, o Brasil Plural indicou um novo preço-alvo para as ações da Kroton para final de 2013, de R$ 24,20 para R$ 27,50 – upside de 16,62%. A recomendação foi reiterada em overweight (desempenho acima da média).
A revisão dos analistas Ruben Couto, Guilherme Assis e Patrícia Meirelles, do Brasil Plural, veio após o resultado do quarto trimestre de 2012, e que trouxe uma boa percepção sobre o balanço do primeiro trimestre deste ano. Com isso, eles elevaram a estimativa para o lucro líquido em 5%, para R$ 328 milhões, frente a R$ 312 milhões, refletindo o aumento no segmento de ensino à distância.
Estácio tem recomendação rebaixada
Ainda no setor de educação, o HSBC elevou o preço-alvo das ações da Estácio (ESTC3), de R$ 46,50 para R$ 50,00, mas rebaixou a recomendação de overweight para neutro. O novo target representa um potencial de alta de 14,68%.
Mesmo com o corte na classificação, os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini mantiveram as ações da empresa como principal recomendação. A explicação é de que a companhia está prestes a iniciar outra fase de expansão, depois de apurar recursos e, embora existam riscos de execução importantes, pode trazer surpresas positivas, uma vez que não está inteiramente precificado.
O HSBC, por sua vez, manteve seu preço-alvo em 12 meses das ações da Anhanguera (AEDU3), em R$ 37,00 – o que representa um potencial de valorização de 5,35%. A recomendação permaneceu como neutra para os papéis.
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Citi reduz Tecnisa; BES mantém recomendação neutra
No setor de construção civil, a Tecnisa teve sua recomendação rebaixada pela Citi Corretora, de neutra para venda. O preço-alvo é de R$ 7,10 – o que representa um potencial de desvalorização de 16,47%.
A revisão veio após fracos resultados e endividamento elevado no quarto trimestre. A companhia encerrou os últimos três meses de 2012 com receita líquida de R$ 307 milhões, queda de 4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o prejuízo foi de R$ 106 milhões, abaixo do consenso do mercado.
Mesmo com as perdas no período, o Banco Espírito Santo manteve a recomendação dos papéis em neutra, com uma visão de longo prazo. O preço justo das ações também seguiu em R$ 11,00 – o que configura um potencial de valorização de 29,41%.
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BES recomenda manter Cyrela
No mesmo setor, a Cyrela (CYRE3) também teve sua recomendação de compra mantida pelos analistas Eduardo Silveira e Frederico Mendes, do Banco Espírito Santo, que ainda classificaram os papéis como seu top pick de construção civil. O preço justo permaneceu em R$ 20,00 – upside de 20,12%.
A classificação foi mantida após os resultados do quarto trimestre, divulgados na última quinta-feira, que vieram acima do esperado.
A empresa, avaliam, mostrou recuperação de margem bruta e geração de fluxo de caixa de R$ 242 milhões no quarto trimestre, dos quais R$ 141 milhões são recorrentes de operações, redução de alavancagem e controle de despesas SG&A (vendas gerais e administrativas).
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Santander reduz preço-alvo de Gerdau
Após resultados decepcionantes, que devem continuar no curto prazo, os analistas Felipe Reis e Alex Sciacio, do Santander, reduziram o preço-alvo das ações da Gerdau (GGBR4), de R$ 19,00 para R$ 16,00 – o que representa um potencial de alta de 8,70%. A recomendação foi mantida em underweight (desempenho abaixo da média do mercado).
Os analistas apontaram que não veem catalisadores em curto prazo que possa impelir os investidores a deter a ação e, em suas opiniões, uma provável recuperação no balanço a partir do segundo trimestre de 2013 deve ser vista como comparações “fáceis” para volta à normalidade em comparação ao quarto trimestre de 2012 e primeiros três meses de 2013.
Itaú inicia cobertura de Linx
Por fim, o Itaú BBA iniciou cobertura das ações da Linx (LINX3), com recomendação market perform (desempenho em linha com a média) e preço justo de R$ 34,10 por ação – upside de 3,84%.
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Em relatório, os analistas Susana Salaru, Pedro Maia e Gregório Tomassi apontaram que a companhia está exposta ao “boom” do setor de varejo no Brasil, enquanto possui defesa contra a inflação.
A companhia iniciou negociação na BM&FBovespa em fevereiro deste ano, e acumula ganhos desde então de 21,63%.