Analistas recomendam compra de OGX mesmo após perdas em 2010

Posição de caixa da empresa é o suficiente para financiar os projetos, enquanto a produção deverá se iniciar neste ano

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SÃO PAULO – Analistas do UBS e da Link Investimentos reiteraram a visão positiva sobre os papéis da OGX (OGXP3), apesar da companhia ter ampliado o prejuízo no ano de 2010, passando de R$ 100,6 milhões em 2009 para R$ 123,5 milhões no ano passado.

Entre os destaques positivos, a OGX revelou uma posição de caixa de US$ 2,9 bilhões, “que é mais que o suficiente para financiar os 61 poços planejados para 2011-2013”, escreveu Lilyanna Yang, analista do UBS. A gerência da empresa também indicou que ela pode recorrer às dívidas para financiar o estágio de produção ou movimentos de fusões e aquisições, ou até mesmo acelerar a exploração.

Após a divulgação dos resultados, Yang destaca também a antecipação de oito poços em Campos para 2011, mantendo o número de explorações inalterado em 87.

“Mesmo apresentando um resultado líquido negativo no ano de 2010, mantemos nossa expectativa positiva para a OGX, com a espera de que a companhia inicie sua produção ainda em 2011 e que a campanha exploratória continue no mesmo ritmo”, escreveu Andrés Kikuchi, da Link Investimentos.

Despesas mais altas
Segundo Yang, a deterioração dos números de 2010 podem ser explicados por despesas gerais e administrativas mais altas, devido ao cerca de duas vezes mais empregados, somado ao plano de opções de ações e por resultados financeiros mais fracos, impactado principalmente por operações de hedge com dólar.

Valuation inalterado
Por fim, a analista revela que a projeção para o preço do petróleo tipo Brent em US$ 95 pelo barril é compensado por uma visão menos otimista do processo de farm-out (venda de concessão) somada a um alto prêmio por risco até que um novo relatório da consultoria norte-americana DeGolyer & MacNaughton indique uma redução de risco do portfólio e resultados de testes de longa duração.

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Assim, Yang recomenda a compra com o modelo de valor líquido dos ativos inalterado em R$ 29,50 por ação, o que representa um potencial teórico de valorização de 48,53%.