Analistas recomendam compra de emergentes após queda recente das ações

Para eles, o recuo atual dos mercados emergentes lembra 2004, quando a recuperação superou as perdas

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SÃO PAULO – Com a queda recente das bolsa de emergentes, diversos analistas estão recomendando investimentos nestes países. Do Brasil à Índia, a perspectiva de crescimento da atividade econômica e dos mercados locais está na pauta de alocações.

Em relatório do último domingo (7), o estrategista do Morgan Stanley, Guilherme Paiva, afirmou que a equipe de research do banco será compradora agressiva do mercado acionário brasileiro se a pontuação estiver abaixo de 58 mil pontos.

“O Brasil continua nosso mercado favorito na região e ainda preferimos as empresas voltadas ao mercado local do que as de commodities. A recuperação global enfrenta mais riscos do que a regional de acordo com os eventos atuais”, explicou Paiva.

Perspectivas
Apesar da recente saída de recursos das bolsas de valores dos países emergentes, com a desaceleração dos mercados nesta semana, as estimativas ainda permanecem otimistas.

Para Jonathan Garner, outro analista do Morgan Stanley, o índice MSCI Emerging Markets deve subir 34% até o final do ano, sustentado pelo crescimento de 40% dos lucros corporativos.

Os estrategistas, entre eles os dos bancos Credit Suisse e Goldman Sachs, lembram que a queda de 13% do MSCI desde 11 de janeiro (seu pico este ano) é parecida com o movimento visto em maio de 2004, quando o índice reverteu a desaceleração de 11%, marcando alta de 26% no final do ano.

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Preocupações e previsões
Preocupados com a restrição aos empréstimos na China e ao possível aumento das taxas básicas de juros em outros países, como o Brasil, fundos mútuos retiraram US$ 1,6 bilhão na semana finalizada em 3 de fevereiro, enquanto investidores individuais sacaram US$ 612 milhões, de acordo com levantamento da EPFR Global.

Porém, uma pequisa do Bank of America mostrou que os mercados emergentes são os preferidos entre os gestores de ativos do mundo. Em 2009, foram US$ 64,5 bilhões alocados em emergentes, de acordo com a EPFR.

Para o FMI (Fundo Mometário Internacional), a média de crescimento destes países deve ser de 6% em 2010 e 6,3% em 2011, segundo relatório divulgado em janeiro.