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Analistas elogiam reajuste da Petrobras, empresas do grupo X se pronunciam sobre Eike e mais 17 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (27)

SÃO PAULO – O grande destaque do noticiário corporativo desta sessão fica para o anúncio da Petrobras, que anunciou o ajuste nos preços de combustíveis. O anúncio foi elogiado pelos analistas de mercado, afirmando que reforça o compromisso da Petrobras com sua política. Além disso, as empresas do grupo X se pronunciaram sobre o pedido de prisão do empresário Eike Batista. Veja estes e outros destaques no noticiário corporativo (27):

Petrobras (PETR3PETR4
A Petrobras anunciou na noite desta quinta-feira (26) a redução do preço do diesel nas refinarias em 5,1%, em média, e da gasolina em 1,4%, em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir de desta sexta-feira (27). Esta é a segunda vez em janeiro que a companhia revisa os preços, sendo que ela elevou o diesel no dia 5 em 6,1%.

Segundo a companhia, “a decisão é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno e pela redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, especialmente do diesel, que registrou uma elevação de estoques em função de um inverno menos rigoroso que o inicialmente previsto no hemisfério norte”.

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A estatal lembra, em comunicado, que “como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor”, sendo que este reajuste dependerá de repasses feitos pelas distribuidoras e postos revendedores. Diante disso, a companhia destaca que, se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média.

Segundo o Itaú BBA,  os ajustes contínuos nos preços dos combustíveis reforçam o compromisso da Petrobras com sua política. “Não esperamos que as mudanças mensais nos preços sejam um grande driver para o desempenho das ações, uma vez que já são esperadas pelo mercado”, afirmam os analistas.

Eles apontam que, depois da redução de preços anunciada nesta quinta-feira, “agora vemos o diesel com um prêmio de 6% em relação à paridade de importação, enquanto a gasolina está a par com a paridade de importação (assumindo um custo de importação de US$ 12/bbl)”. Para o Itaú BBA, este último ajuste é um sinal encorajador de que a administração está comprometida com as melhores medidas de governança corporativa que anunciou: “apesar de os preços de diesel permanecerem com um prêmio ante a paridade, nós vemos agora um espaço limitado para mudanças adicionais, dado o recente ‘track record’ nos ajustes de preços”. Observando os ajustes recentes, e em relação a nossas estimativas, acreditamos que o diesel poderia permanecer com um prêmio, já que em quatro das cinco mudanças de preços anteriores o diesel foi mantido com um prêmio acima de 6%’. O Itaú BBA mantém recomendação outperform para Petrobras com preço justo no final de 2017 em R$ 22,50.

Já de acordo com o Bradesco BBI, “o corte de 5,1% nos preços do diesel apenas 20 dias após um aumento de 6,1% pode parecer estranho, no entanto, revela que a política de preços da empresa é totalmente funcional”. “Apesar de um segundo ajuste no preço interno dos combustíveis em janeiro estar fora do radar, não deveria vir como uma surpresa. A política de preços da empresa estabelece um comitê que se reúne frequentemente, pelo menos uma vez por mês, para decidir sobre ajustes de preços de combustíveis. Portanto, mais de um ajuste no mesmo mês é possível”, avaliam. O Santander aponta ainda que esta segunda mudança no preço dos combustíveis em um período de três semanas reforça o compromisso da empresa de implementar de forma pragmática e consistente a sua política de preços de combustível, que continua sendo chave para a história fundamental da Petrobras. 

Vale (VALE3;VALE5)
No noticiário da Vale, destaque para a Samarco. A retomada da empresa, informa a Bloomberg, possui um novo obstáculo que ameaça atrasar a retomada de suas operações: o prefeito de uma cidade pequena. Leris Braga, prefeito da cidade de Santa Bárbara, com população de 30.000 habitantes, negou-se a fornecer nesta semana uma carta de conformidade para a Samarco continuar usando a água de um rio nas proximidades.

Sem a aprovação para o acesso ao rio, em Minas Gerais, a Samarco talvez não será capaz de completar um estudo ambiental necessário para a retomada de suas operações, diz uma pessoa familiarizada com o assunto, que pediu para não ser identificada porque as negociações são privadas. Há impactos ambientais e hídricos e eles precisam ser bem avaliados, disse Braga, em entrevista por telefone à Bloomberg. Assim, o retorno das operações em 2 meses é extremamente improvável, de acordo com uma pessoa familiarizada com a questão. Mesmo que a Samarco resolva as objeções de Braga, a joint venture provavelmente só será capaz de completar o estudo de impacto ambiental até julho ou mais tarde, disse a pessoa. Vale destacar que, em 17 de janeiro, o ministro de Energia Fernando Coelho Filho disse que a Samarco deve voltar a operar em 2 meses.

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Além disso, o governo deve retirar da Câmara, no início do período legislativo, o projeto de lei enviado em junho de 2013, ainda na gestão Dilma Rousseff, que previa um novo marco regulatório para a atividade de mineração e nunca avançou. O Ministério de Minas e Energia está articulando com a Casa Civil o fatiamento da proposta em outras três, para facilitar a tramitação. “A ideia do governo é retirar esse projeto do Congresso”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ele avalia que o projeto instituindo novos critérios para os royalties da mineração é o que caminhará com mais rapidez. “Já está mais ou menos pactuado com as empresas e não deixa de ser uma ajuda aos municípios e aos Estados, pois aumenta a arrecadação”, afirmou.

Bancos
O setor financeiro deve repercutir as medidas anunciadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aprovou na quinta-feira, 26, a Resolução nº 4.549, que disciplina o financiamento do saldo devedor da fatura do cartão de crédito e dos demais instrumentos de pagamento pós-pagos.

A medida visa, conforme nota divulgada pelo Banco Central, tornar o uso do cartão de crédito mais eficiente e barato e, do lado das instituições reguladas, oferecer instrumentos para aprimorar o gerenciamento de risco de crédito. A resolução estabelece que “o saldo devedor não liquidado integralmente no vencimento da fatura somente poderá ser objeto de financiamento na modalidade de crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente. No vencimento, se ainda houver saldo devedor relativo ao montante objeto de crédito rotativo, este poderá ser financiado mediante linha de crédito parcelado, a ser oferecida pela instituição financeira, em condições mais vantajosas ou liquidado integralmente pelo cliente”.

A expectativa, conforme a nota do BC, é de que, “com a adequação do produto crédito rotativo, as instituições financeiras possam praticar taxas de juros nessa modalidade inferior às atualmente praticadas”. As instituições financeiras terão até o dia 3 de abril de 2017 para adotar os ajustes operacionais necessários e implementar a respectiva medida.

O Bradesco (BBDC4) se pronunciou, afirmando que as medidas são avanço no uso do rotativo. “Para a sociedade, representa uma importante mudança no sentido de possibilitar a redução do comprometimento da renda das pessoas que vierem, eventualmente, acessar o rotativo dos cartões de crédito”, diz a nota do banco.

Banco do Brasil (BBAS3)
O Santander mantém Banco do Brasil ‘top pick’ na América Latina, “pois acreditamos que será o melhor banco para capturar a melhora dos fundamentos micro e macroeconômicos no Brasil, o que se traduz no maior potencial de ganho de nossas companhias bancárias cobertas”, segundo relatório de analistas do Santander. “Reiteramos nossa postura positiva sobre os bancos latino-americanos neste ano, especialmente no Brasil e no México. Para o Brasil, mantemos nossa opinião de que há margem para potenciais revisões de consenso (atribuíveis a menores provisões, margens líquidas estáveis e maior eficiência operacional), juntamente com a melhora no sentimento do mercado dada a esperada aprovação das reformas estruturais”, afirmam os analistas.

O Banco do Brasil reiterou seu compromisso de melhorar a eficiência operacional e, a nosso ver, deve ser o banco que mais se beneficia da penetração contínua de ‘clientes digitais’ por meio de celulares e Internet. “Esperamos que o guidance para 2017 indique uma melhora nas provisões (prevíamos uma queda de 14% na comparação anual)”.  Para o Itaú Unibanco, o relatório menciona expectativa pelo guidance de 2017, a ser divulgado nas próximas semanas, e que deve indicar menores provisões. “Acreditamos haver alguma possibilidade que lucro por ação cresça perto de 10% (nossa estimativa atual é para crescimento de 5% ao ano). No geral, mantemos nossa visão positiva sobre a ação”, apontam os analistas.

Embraer (EMBR3)
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) definiu na terça-feira, 24, que o advogado Alexandre Rene, do escritório americano Ropes&Gray, será o monitor externo da Embraer. Rene vai vigiar a fabricante de aviões pelos próximos três anos, fiscalizando as regras de compliance que serão implantadas na companhia. Sua função também é reportar qualquer novo indício de corrupção que encontre.

A empresa brasileira fechou em meados do ano passado um acordo com as autoridades americana e brasileira para evitar ser processada por casos de pagamentos de propina para obter contratos de venda de aviões em países da América Central e Ásia, entre 2007 e 2011. O caso foi descoberto há seis anos e somente no ano passado teve um desfecho. A multa estipulada foi de US$ 206 milhões, cerca de R$ 680 milhões.

A exigência de um vigilante foi feita pela Justiça americana, que quer ter certeza de que a companhia vai mudar suas práticas e ter regras fortes para evitar novos casos de corrupção. O monitor é pago pela própria companhia e terá acesso total a qualquer documento, qualquer equipamento ou a qualquer pessoa da companhia ou prestador de serviços, sem precisar de aviso prévio.

Funcionários de empresas que já tiveram um monitor externo relatam que a vigilância é acirrada, até com um certo clima de terror, e deixa toda a companhia apreensiva. A Embraer é a primeira companhia brasileira a ter esse tipo de vigilância por determinação da Justiça americana, mas não será a única. A Odebrecht e a Braskem, que recentemente fecharam acordo com o Departamento de Justiça, também terão que contratar monitores.

Telefônica Brasil (VIVT4)
A Telefônica Brasil aprovou a emissão de R$ 2 bilhões em debêntures. A oferta restrita é destinada exclusivamente a investidores profissionais, disse a companhia. As debêntures possuem prazo de vencimento de 5 anos contados da data de emissão, com vencimento em 8 de fevereiro de 2022. O valor monetário de cada debênture não será atualizado monetariamente. Sobre saldo devedor do valor nominal unitário de cada uma das debêntures incidirão juros remuneratórios correspondentes a 108,25% do CDI. Os recursos líquidos serão integralmente utilizados para reperfilamento de passivos financeiros da cia, diz o comunicado. 

Magazine Luiza (MGLU3)
De acordo com informações do Valor, a 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve cobrança no valor de R$ 110 milhões – segundo fontes da Receita Federal – do Magazine Luiza. O processo discute o pagamento de PIS e Cofins referente ao período entre 2006 e 2009. A autuação foi efetuada em 2011 e tem cinco pontos principais, sendo um dos mais relevantes, que interessa a diversas empresas, o que aborda o conceito de insumo. A empresa considerou que embalagens, combustíveis, taxas pagas a administradoras de cartões e juros de financiamento obtido junto ao BNDES, seriam insumos. Por esse motivo, aproveitou créditos que seriam gerados com essas despesas. Para a maioria dos conselheiros, porém, os itens não poderiam ser enquadrados nessa hipótese.

Apesar da informação, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra afirmando que a empresa vai discutir o tema na Justiça e deve levar anos até uma decisão final. “Não há provisão, porque os advogados entendem que a perda é possível, e não provável. No curto e médio prazos, papel não deveria sofrer por conta disso. Portanto, achamos que uma fraqueza hoje representaria um bom ponto de compra”, dizem os analistas. 

Kroton (KROT3)
A Kroton projeta investir R$ 193 milhões no ano, com R$ 143 milhões em capex. A estimativa inclui R$ 50 milhões em opex. 

BM&FBovespa (BVMF3)
A BM&FBovespa confirmou nesta sexta-feira (27) que o CME Group vendeu integralmente sua participação na empresa, mas afirmou que os acordos de cooperação estratégica para o desenvolvimento de produtos e tecnologia entre as companhias seguem em vigor. Na sexta-feira (20), o representante do CME Group no Conselho de Administração da BM&FBovespa, Charles Carey, havia apresentado sua renúncia ao cargo. Na terça-feira (24), o InfoMoney antecipou que a queda de 3,72% registrada nas ações da operadora da Bolsa às 14h17 se deviam à venda direta da participação do CME Group na empresa.

CCR (CCRO3)
O conselho de administração da CCR aprovou na quinta-feira realização de oferta pública de distribuição primária de, inicialmente, 221.228.522 ações ordinárias, com esforços restritos de colocação, de acordo com fato relevante da empresa de concessões de infraestrutura. No documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a CCR diz que, com base da cotação de fechamento das ações ordinárias da empresa na quinta-feira, de 15,82 reais, o montante total da oferta restrita seria de 4,02 bilhões de reais. A oferta pode ser elevada em 15 por cento (33.184.278 ações) no caso de elevada demanda dos investidores, diz o fato relevante. A empresa também disse que os atuais acionistas terão prioridade na oferta.

Na semana passada, a Reuters noticiou que a CCR estava negociando com bancos sobre uma oferta para financiar potenciais aquisições. Fontes afirmaram à Reuters na quinta-feira que cerca de 4 bilhões de reais poderiam ser levantados, dependendo das condições de mercado. O processo de bookbuilding começa na segunda-feira, dia 30 de janeiro, e será encerrado em 9 de fevereiro, quando deve ser fixado o preço. O início de negociações das ações objeto da oferta restrita na Bovespa está previsto para 13 de fevereiro, segundo o cronograma estimado. Ainda de acordo com o fato relevante, os recursos com a oferta irão integralmente para os cofres da empresa e serão utilizados para reforçar e estabilizar o caixa da CCR e financiar a manutenção, expansão e diversificação da rede de concessões da companhia, “quer pelo investimento em suas atuais concessões, quer pelo investimento em novas concessões”. 

 As ofertas públicas com esforços restritos diferem das ofertas padrão de ações, uma vez que a empresa não precisa solicitar o registro do plano com a CVM, apenas investidores qualificados podem participar e os negócios não podem ser comercializados através de roadshows ou mídia. A CCR contratou para coordenar a oferta Bradesco BBI, o BB Investimentos, o BTG Pactual, o Santander Brasil, JPMorgan e Itaú BBA.

Cielo (CIEL3)
 A empresa de meios eletrônicos de pagamento Cielo informou nesta quinta-feira que o presidente do conselho de administração da companhia, Raul Moreira, renunciou ao cargo. A função será assumida por Marcelo Labuto, vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, empresa que divide o controle da Cielo com o Bradesco.

Além disso, Eurico Fabri também renunciou como membro do conselho da Cielo, sendo substituído no cargo por Rômulo Dias, que anunciou em outubro que deixaria o cargo do presidente-executivo do Cielo, para assumir como diretor no Bradesco. Moreira, que era vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, deixou o cargo numa grande mudança em cargos de vice-presidência do banco anunciada na virada do ano. 

 No início do mês, a Reuters publicou citando fonte que Moreira será nomeado em breve como novo presidente da Alelo, empresa de cartões de benefício do grupo Elopar, na qual BB e Bradesco também são sócios. Labuto, por sua vez, deixou a presidência-executiva da BB Seguridade, que reúne os negócios de seguros e previdência do BB.

Papel e celulose
De acordo com o Santander, a Suzano (SUZB5) deve ser o destaque do quarto trimestre no setor de celulose e produtos florestais, com um crescimento de 37% do Ebitda no trimestre baseado no maior volume vendido de celulose e na queda de custos. “Não esperamos ver essas alavancas na Fibria (FIBR3)”, afirmam.

“Os dois principais fatores determinantes para a receita dos produtores de celulose (preços de celulose e câmbio) continuaram pressionando o crescimento da receita líquida no trimestre”. “Assim, o que deve diferenciar os números operacionais deve ser a eficiência de custos que cada empresa foi capaz de apresentar”. 

Já para a Fibria, os analistas preveem resultados lentos, uma vez que os preços da celulose caíram 3% na comparação trimestre e o câmbio permaneceu estável. “Além disso, esperamos que as paradas de manutenção das linhas A e B da Aracruz e da usina Três Lagoas pressionem a linha de custo. A Klabin deve “apresentar um crescimento decente embora com um ritmo mais mais do Ebitda no quarto trimestre de 2016″.

OI (OIBR3)
O conselho de administração da Oi deve avaliar em 1º de fevereiro, próxima quarta-feira, a segunda proposta do fundo norte-americano Elliot de injetar R$ 9,2 bilhões. Outro ponto a ser apreciado é o plano de recuperação judicial conduzido pela própria diretoria da telefônica, segundo o jornal Valor Econômico. Ainda no noticiário da companhia, a empresa informou em comunicado que a Corte Distrital de Amsterdã adiou sua decisão em relação às audiências sobre os pedidos de conversão dos procedimentos de suspension of payments relativos a cada um dos veículos financeiros da Oi na Holanda. De acordo com a Bloomberg, a Justiça holandesa informou que espera emitir decisão no dia 2 de fevereiro, próxima quinta-feira.

Grupo X
O estaleiro OSX (OSXB3) e a mineradora MMX (MMXM3), duas integrantes do antigo império EBX de Eike Batista, informaram nesta quinta-feira que o mandado de prisão contra o empresário e o bloqueio de seus bens no exterior não afetam os ativos das companhias. “Tanto o suposto bloqueio de bens de Eike Batista quanto o mandado de prisão preventiva não recaem sobre bens ou ativos da companhia”, divulgaram MMX e OSX em fatos relevantes separados.

Eike, ainda acionista de ambas, que estão em recuperação judicial, foi alvo de tentativa de prisão pela Polícia Federal nesta quinta-feira, por suspeita de pagamento de propina de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador Sérgio Cabral, mas o ex-bilionário não foi encontrado.

Além disso, Eike Batista e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, alvos da Operação Eficiência deflagrada nesta quinta-feira (26), podem ser alvos também de investigação nos Estados Unidos, segundo informa o Valor Econômico. O motivo é a destinação de US$ 16,5 milhões em propina para a compra de ações na Bolsa de Nova York. Cabral já está preso no presídio de Bangu no âmbito da Operação Lava Jato e Eike teve a prisão preventiva decretada, mas não foi encontrado no Rio de Janeiro. Ele é considerado foragido internacional. Segundo seus advogados, ele está em Nova York, a trabalho.

Eletrobras (ELET6)
As seis distribuidoras de eletricidade que a Eletrobras pretende vender até o fim de 2017 passarão por revisão tarifária após negociadas, em data que poderá ser definida pelo comprador de cada uma das empresas, disse o Ministério de Minas e Energia à Reuters nesta quinta-feira. A revisão estava prevista para acontecer em agosto, mas a pasta informou que o prazo para cumprir esse cronograma era curto e que postergar o processo não afetaria a precificação das empresas pelos possíveis compradores. Portarias que definiam a revisão tarifária para agosto foram revogadas por uma nova portaria do Ministério de Minas e Energia publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

Essas distribuidoras estatais operam em Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí, mas são altamente deficitárias. No ano passado, já com Michel Temer na presidência, o governo autorizou a Eletrobras a não renovar os contratos de concessão e vender as empresas. Nas revisões tarifárias, que acontecem em média a cada quatro anos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa as estruturas de custos das empresas para definir quanto poderão cobrar dos consumidores, revendo o nível das tarifas. 

 Segundo o ministério, o novo contrato de concessão dessas distribuidoras, que está em audiência pública promovida pela Aneel, “prevê a possibilidade de revisão tarifária ao longo dos primeiros quatro anos da nova gestão”. Em novembro passado, a Eletrobras vendeu a distribuidora Celg-D em um leilão da BM&Fbovespa. A empresa foi arrematada pela italiana Enel por cerca de 2,2 bilhões de reais.

BTG Pactual (BBTG11)
O BTG Pactual e a BTG Pactual Participations estão estudando segregar suas ações com o objetivo de dar mais transparência aos ativos de cada companhia, diferenciando de maneira mais clara a atividade bancária e de gestão de recursos da de investimentos em private equity. Além disso, destaca o comunicado, a alteração daria “maior liquidez para os valores mobiliários de emissão do Banco, os quais, se negociados sem abranger a participação correspondente na BTGP, passariam a ser elegíveis a integrar importantes índices de negociação (o que atualmente não é permitido pelas regras aplicáveis), e poderiam também ser objeto de investimento por um espectro maior de investidores potenciais”.

O documento informa que ainda que aprovada nas AGEs (Assembleia Geral Extraordinária) convocadas para os dias 3 e 13 de fevereiro, não há garantia que as alteração serão implementadas. Segundo a empresa, no entanto, os acionistas controladores das duas empresas já indicaram que votarão a favor das deliberações propostas, e a aprovação das respectivas matérias depende da aprovação pela maioria dos acionistas minoritários presentes da BTGP. O fato relevante alerta que, se adotada, a segregação “pode acarretar riscos adicionais aos detentores de units BTG11, incluindo, mas não se limitando, a riscos em decorrência de diminuição de liquidez”.

CSN (CSNA3)
O TCU (Tribunal de Contas da União) proibiu novos repasses de recursos públicos à Transnordestina Logística, empresa que administra a ferrovia e é controlada pela siderúrgica CSN, por parte da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, Fundo de Investimento do Nordeste, Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, BNDES e BNDESPar, disse a companhia em fato relevante. O repasse seria feito para as obras de construção da ferrovia Transnordestina (Malha II). Tão logo seja formalmente intimada, Transnordestina disse que tomará todas as medidas cabíveis para reverter a decisão proferida pelo TCU. A empresa disse que tem prestado todas as informações necessárias relativas ao projeto.

Paranapanema (PMAM3)
 O conselho de administraçãos da Paranapanema aprovou a condução do atual diretor financeiro, Marcos Paletta Camara, ao cargo de diretor presidente da companhia. O cargo será acumulado com o cargo de diretor de relações com investidores. Ele permanecerá como diretor financeiro interino até que ocorra a eleição do substituto. 

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties informou que a RB Capital emitirá CRI lastreado por debêntures. O Conselho da BR Properties aprovou participação em operação de securitização com a RB Capital por meio de oferta pública de CRI, segundo comunicado. O CRI terá como lastro a 6ª emissão de debêntures da BR Properties.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)