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Analistas elevam preço-alvo das ações da Nvidia, apesar de projeções

No geral, Wall Street segue amplamente otimista com a Nvidia: são 72 recomendações de compra, apenas sete de manutenção e uma única de venda

Bloomberg

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The Nvidia headquarters in Santa Clara, California, US.
The Nvidia headquarters in Santa Clara, California, US.

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Os analistas continuam otimistas com a Nvidia (BDR: NVDC34), elevando os preços-alvo de suas ações mesmo após a companhia mais valiosa do mundo apresentar uma projeção considerada fraca pelos investidores.

Apostando nas perspectivas de longo prazo da fabricante de chips, pelo menos 10 casas de análise aumentaram suas metas de preço para 12 meses após os resultados divulgados na quarta-feira, elevando a média em 3% para US$ 202,60, segundo dados compilados pela Bloomberg. Isso implica um ganho de cerca de 12% em relação ao fechamento de quarta-feira (27). No pré-mercado, a Nvidia reduzia perdas e operava em queda de aproximadamente 1,3%.

Os analistas do JPMorgan Chase, liderados por Harlan Sur, citaram a aceleração da produção dos chips de inteligência artificial Blackwell. “Acreditamos que a carteira de pedidos da Nvidia para os próximos 12 meses continua superando a oferta”, escreveu Sur, que reiterou a recomendação de compra (Overweight) para a ação e elevou seu preço-alvo em 26%, para US$ 215.

A Nvidia apresentou uma previsão de receita considerada modesta para o trimestre fiscal atual, projetando vendas de aproximadamente US$ 54 bilhões no terceiro trimestre fiscal. Embora o valor esteja em linha com a média das estimativas de Wall Street, alguns analistas esperavam mais de US$ 60 bilhões.

O analista William Stein, da Truist Securities, observou que os resultados de vendas e a orientação “ficaram um pouco abaixo das expectativas do mercado comprador”. Ainda assim, ele elevou seu preço-alvo em 9%, para US$ 228. “Reconhecemos isso como uma imperfeição menor e preferimos focar na perspectiva resiliente de longo prazo da gestão”, afirmou.

No geral, Wall Street segue amplamente otimista com a Nvidia: são 72 recomendações de compra, apenas sete de manutenção e uma única de venda, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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As ações da companhia, sediada em Santa Clara, Califórnia, já haviam subido cerca de 35% desde a divulgação dos resultados do primeiro trimestre em maio, acrescentando mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesse período.

Apesar de as expectativas para o balanço serem elevadas, a maior parte dos pontos importantes foi atendida, destacou o analista Joseph Moore, do Morgan Stanley.

Ainda assim, a situação na China segue incerta. Embora o governo Trump tenha afrouxado recentemente algumas restrições às exportações de chips de IA para o país, a medida ainda não se traduziu em recuperação de receita.

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“A China continua impossível de prever, e a administração da empresa pareceu cautelosa quanto às perspectivas de resolução dos problemas”, escreveu Moore, que elevou seu preço-alvo de US$ 206 para US$ 210.

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