Analistas discutem resultado da Petrobras e reiteram recomendação de compra

Números apresentados pela companhia não surpreenderam, mas foram considerados bons; perspectivas são positivas

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SÃO PAULO – Comentando os resultados registrados no quarto trimestre e no acumulado de 2004 e divulgados pela Petrobras na última sexta-feira, dia 25 de fevereiro, após o fechamento do mercado, diversos analistas, entre eles os dos bancos Pactual e Merrill Lynch e das corretoras Agora Sênior e Fator publicaram relatórios.

De uma maneira geral, os números apresentados pela companhia no último trimestre do ano passado não surpreenderam, mas foram considerados positivos pelos analistas. Com isso, as quatro instituições reiteraram suas recomendações de “compra” para os papéis da empresa, que o Pactual acredita ser o Top Pick do setor.

A Fator Corretora projeta um preço alvo de R$ 145,14 para as ações ordinárias e de R$ 130,44 para as ações preferenciais da Petrobras. Já a Merrill Lynch elevou de US$ 50 para US$ 60 o preço alvo das ADRs da empresa. O Pactual acredita em um target price de R$ 155, enquanto o preço alvo para a Ágora é de R$ 136 para os papéis preferenciais.

Merrill Lynch: resultado em linha com o projetado

Para os analistas da Merrill Lynch, os resultados da estatal ficaram em linha com o esperado e refletem a elevação do preço do petróleo, o aumento da demanda e os recentes reajustes implementados pela empresa. Entretanto, o banco ressalta que o aumento dos custos de produção acabou limitando os ganhos da empresa.

Dentre os fatores que embasaram a elevação do target price das ADRs da Petroras, o banco destacou a maior visibilidade creditada ao aumento do volume de extração de petróleo para os próximos anos e as boas perspectivas em relação às praticas de governança da empresa.

Lucro líquido ficou acima do projetado pelo Pactual

Para o Pactual, a empresa registrou um bom desempenho no último trimestre do ano passado, sendo que tanto a receita líquida como a geração operacional de caixa da estatal, medida pelo conceito Ebitda, se apresentaram em linha com o esperado. Já o lucro líquido ficou 9% acima do projetado.

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Dentre os pontos negativos, os analistas deram ênfase para o aumento dos custos de extração e refino, que apresentaram umas das maiores altas dos últimos anos. O aumento das despesas financeiras líquidas também foi citado como negativo.

Para Fator, o destaque foi a evolução do Ebitda

Dentre os números apresentados pela Petrobras, o que mais chamou a atenção dos analistas da Fator Corretora foi a evolução do Ebitda. A Petrobras registrou uma geração operacional de caixa de R$ 9,6 bilhões no quarto trimestre de 2004, valor 9,1% acima do projetado pela Fator e muito superior aos R$ 6,9 bilhões registrados no último trimestre de 2004.

Os analistas creditam a diferença entre o Ebitda projetado e o efetivamente apurado às menores despesas operacionais. Já do lado negativo, além do aumento do custo de produção, os analistas esperavam que a valorização cambial proporcionasse à empresa maiores ganhos financeiros. Neste contexto, o lucro líquido apresentado pela Petrobras no último trimestre do ano passado ficou 20,1% abaixo do que o esperado pela corretora.

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Receitas abaixo do esperado pela Ágora

Em seu relatório, os analistas da Ágora destacaram o fato de que as receitas líquidas da estatal ficaram cerca de 3,5% abaixo de suas expectativas. Já o lucro líquido e a geração operacional de caixa ficaram em linha com o esperado, não trazendo surpresas.

Outro ponto destacado foi o anúncio de proventos, de R$ 1,60 por ação, que corresponde a um dividend yield em torno de 1,4%, ainda referente aos proventos de 2004.