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SÃO PAULO – Após a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, que mostrou avanço de 5,7% no quarto trimestre de 2009, analistas comentam a expansão, que veio acima das expectativas de mercado.
“Poucos imaginavam um crescimento do PIB tão forte no quarto trimestre, então não seja tão rápido ao repudia-lo”, alertam os analistas do Société Générale. Na mesma linha, os economistas da FT Advisors afirmam que alguns analistas pessimistas estariam com um caso de “Síndrome de Estocolmo econômica”, por demonstrar medo de admitir crescimento.
Para os analistas, o dado do quarto trimestre sugere uma continuação do forte crescimento em 2010, que estaria sendo impulsionada por uma “recuperação cíclica natural”. A equipe do LCA Consultores afirma que o crescimento superou as expectativas, mas não chegou a ser uma surpresa, e mantém projeção de crescimento de 2,5% do PIB dos EUA para 2010.
Enquanto a variação de estoques foi o principal componente a impulsionar o indicador, os gastos do governo e investimentos em estrutura foram os que adicionaram menos valor ao indicador.
Variação de estoques
Os analistas do SocGen comentaram que, apesar da variação de estoques ter aumentado sua contribuição no quarto trimestre, ainda há espaço para mais crescimento, suportando a atividade manufatureira. A opinião foi compartilhada pela equipe do FT Advisors.
Já para a equipe da LCA, excluindo o componente (responsável por 3,4% do indicador), o PIB do país crescerá a taxa de 2% ao ano no primeiro semestre de 2010, “inferior ao crescimento potencial da economia norte-americana, de cerca de 3% ao ano”.
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Consumo e governo
“O consumo e os investimentos estão baixos mas ganhando momentum”, afirma a equipe do banco francês. Para eles, maiores ganhos são necessários para suportar o PIB do país até o final de 2010. O impacto da possível retirada dos estímulos nesses componentes é, para os analistas, um dos principais riscos.
A participação governamental ficou em 0,3% para o dado de 2009, “não diferente da média de longo prazo”, concluem os analistas da FTA.