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SÃO PAULO – Após a TAM (TAMM4) protocolar pedido de oferta pública de ação para a Multiplus no último dia 16, os analistas da Link comentam o negócio, enfatizando grande potencial de criação de valor da empresa criada para gerenciar programas de fidelidade da TAM.
Programas de fidelidade
Para a equipe, dado que programas de fidelização ainda são pouco explorados no Brasil, há um grande potencial de expansão, permitindo que a Multiplus venha a agregar novos participantes na sua base.
“As companhias aéreas estão entre aquelas empresas que mais fazem uso de programas de fidelidade”, afirmam os analistas, completando que a possibilidade de trocar pontos por passagens da TAM deve continuar sendo a âncora do Multiplus.
Multiplus
Os clientes do TAM Fidelidade acumularam mais de 27,7 bilhões de pontos desde a criação do Multiplus, o que corresponde a aproximadamente R$ 35 bilhões de gastos.
A principal fonte de receita da empresa são os pontos emitidos para os parceiros (além de TAM, Ipiranga, Livraria Cultura, Walmart são parceiros da companhia), que adquirem pontos da Multiplus para concederem a seus clientes a medida que realizam as compras.
Com relação aos custos, eles estão principalmente ligados a compra de passagem aérea quando os clientes decidem trocar pontos pelas mesmas. Assim, a margem operacional é fruto da diferença entre o acúmulo de pontos e dos resgates. Em setembro de 2009, a margem operacional e Ebitda (relação percentual entre geração operacional de caixa e receita líquida) foi de 24%.
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Os analistas afirmam ainda que a Multiplus tem grande potencial para ser geradora de caixa, sendo que possivelmente a empresa será boa pagadora de dividendos. A TAM também deve se beneficiar com a abertura de capital da empresa, que dará mais “robustez aos balanço da companhia”.