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SÃO PAULO – O Ibovespa abriu dezembro em queda, acompanhando o pessimismo com o noticiário internacional, em meio à queda do petróleo e os dados nada positivos vindos da China.
E, para quem quer investir nos próximos meses, a expectativa não é a das melhores, segundo aponta o analista de investimentos Flávio Conde, que afirma: é melhor zerar as posições em bolsa.
Confira os motivos pelos quais ele recomenda a saída da Bolsa de Valores no final de 2014:
1º Cenário macroeconômico: o analista destaca que o cenário macroeconômico é bastante desafiador, em meio à nova política econômica com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em busca de cortar gastos e aumentar impostos, enquanto Nelson Barbosa (novo ministro do Planejamento), planeja mais concessões. Já Alexandre Tombini, que irá se manter no Banco Central, deve subir os juros e reduzir os swaps cambiais.
2º Fim do ciclo de commodities: o ciclo de alta das commodities indica para um fim; se antes o minério de ferro e aço registravam queda forte, agora é a vez do petróleo, com o WTI a US$ 64,60 e o brent a US$ 68,40. “Já tem gente estimando que US$ 40 é possível”, afirma o analista.
“O Brasil é visto como país de commodities e o Ibovespa tem entre 40% e 50% de empresas produtoras, incluindo, Cosan e papel & celulose”, afirma.
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3º China mais fraca – a bolsa da China despencou hoje com o PMI oficial da indústria de novembro, a 50,3 versus expectativa de 50,5. Enquanto isso, o PMI HSBC/Markit ficou em 50 pontos.
4º Entre as economias desenvolvidas, como EUA é o único país que está com perspectiva de aumentar juros em 2015. Europa e Japão devem seguir com políticas expansionistas.
5º No Brasil ainda temos a Petrobras (PETR3;PETR4) sem balanço do terceiro trimestre de 2014 e está sendo investigada pela SEC (Securities and Exchange Comission), além do desenrolar dos acontecimentos no Brasil.
6º Conforme aponta o analista, empresas estão começando a demitir, como industriais e de serviços também.
“Quem não vendeu tudo, aproveite e venda porque o ser humano/mercado tende a ter sempre um ponta de esperança e os especuladores do dia-a-dia gostam de comprar porque caiu demais”, conclui o analista, que afirma: “there is no place to hide” (não há lugar para se esconder).