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SÃO PAULO – Com centenas de ações disponíveis no mercado, o investidor sempre se depara com a pergunta sobre quais os critérios para escolher o melhor investimento.
Deste modo, o analista Jason Moser apresentou em artigo na Motley Fool três dicas básicas para aqueles que procuram papéis visando o longo prazo.
“É conveniente que o investidor conheça ao menos três pontos para observar, quando procurar por investimentos. De outro modo, estará perdido antes mesmo de começar”, alertou o analista.
Indicadores e geração de valor
Citando a estratégia de investimento do oráculo de Omaha, Warren Buffett, o analista aponta a importância de se observar o ROE (retorno sobre patrimônio) da empresa – selecionando aquelas com valores maiores -, já que este é um indicador chave sobre o quanto o negócio é rentável, bem como a qualidade de como os ativos da empresa e a alavancagem estão sendo gerenciados.
As empresas que geram valor aos acionistas também devem ser priorizadas, seja na forma de dividendos, recompra de ações ou programas de reinvestimento no negócio. “Companhias que geram consistentes fluxos de caixa precisam fazer algo produtivo com o dinheiro, e os acionistas deveriam reaplicar parte destes benefícios”, aconselha.
Embora tradicionalmente apontado como um “Value investor”, para muitos dos analistas da Motley Fool, o bilionário Warren Buffett é um “Growth investor” – aquele que investe com foco no crescimento potencial da companhia.
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Tipicamente, o crescimento esperado dos ganhos dessa companhia (chamada de growth stock) supera a taxa média de avanço da indústria ou do mercado em geral. Para eles, a busca de barganhas por meio da análise múltiplos não é tão relevante como para os “Value investors”.
Comprometimento dos gestores
Além disso, um sinal importante que deve ser observado é o comprometimento dos diretores, que pode ser observado através do investimento nas ações da própria companhia, indica o analista.
“Executivos que não ‘comem no seu próprio prato’ podem ter menos incentivos a tomar decisões no melhor interesse do negócio, e geralmente os acionistas pagam o preço”, destacou.