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O resultado da Vale (VALE3) no segundo trimestre de 2025 (2T25) apontou queda de lucro por conta do preço baixo do minério de ferro no mercado internacional. Ainda assim, a mineradora brasileira conseguiu se segurar à desvalorização da principal commodity que produz.
A análise é de Guilherme Nippes, analista de mineração da XP, que participou do programa Morning call da XP nesta sexta (1).
“A Vale tem conseguido mostrar uma performance operacional forte e isso potencialmente deve conseguir mitigar os efeitos da commodity mais fraca de preço”, avaliou.
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Queda de custo
Nippes lembrou que os resultados operacionais da Vale, que tinham saído ao longo das últimas semanas, já indicavam cenário positivo à empresa.
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“O que se pode ver no balanço (do 2T25) foi uma performance de custo muito eficiente”, disse. Ele afirmou que tanto as operações de metais básicos quanto de minério de ferro foram bem nesse item.
“O custo C1, que é relacionado diretamente à extração de minério, a gente viu uma queda sequencial anual. É um ponto superpositivo para a companhia dado que ela conseguiu fazer o rump up (progresso de produção) do Sistema Norte (em Carajás-PA), que tem um custo menor do que outras plataformas da Vale. Isso fez com que o custo efetivo do trimestre reduzisse, principalmente na base do ano contra ano”, explicou.
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O analista destacou na área de metais básicos a operação de cobre. A Vale também conseguiu entregar redução de custo nessa operação, comentou.
Já níquel, segundo o analista, também se viu uma performance operacional “bem forte”. “Ali também tiveram ajustes de custos importantes, que refletiu a melhora da performance”, disse.