Análise técnica: mercado perde força e esbarra na resistência dos 52 mil pontos

Especialistas traçam os principais pontos para Ibovespa, Vale, Petrobras, Bradesco, Banco do Brasil, Gerdau, CSN e Usiminas

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SÃO PAULO – O pregão de quarta-feira (20) encaminhava para amplos ganhos. O rompimento no intraday da região dos 52.000 pontos logo pela manhã denunciava a tendência. Contudo, como na terça-feira (19), houve uma reviravolta nos momentos finais e o Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,20%.

O quarto teste na retração de 50% dos números de Fibonacci mostrou a força da resistência, como também a indicação de “um belo sinal de topo”, ressalta a equipe do Arco Trading.

Ante este cenário potencial de queda, analistas avaliam as principais resistências e suportes para Ibovespa, Vale (VALE5), Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e BM&F Bovespa (BVMF3).

Ibovespa

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Não se sustentando acima dos 52.000 pontos, os suportes traçados para o índice são 51.499 pontos, 51.347 pontos e 50.981 pontos, que nada mais é do que a média móvel de 10 períodos no gráfico diário.

Vale

Abaixo de R$ 30,80, o papel deve sofrer novas baixas e voltar para o suporte em R$ 28,65, afirma a equipe do Bradesco. Mas antes, Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora, prevê suportes em R$ 31,50, onde passa a banda inferior do canal de alta, como também nos R$ 30,90.

Petrobras

Ainda em congestão, sua principal resistência está localizada em R$ 33,50 e o suporte na casa dos R$ 31,00. No meio do caminho, o papel tem ainda o suporte de R$ 32,30, que segura a tendência da alta no curtíssimo prazo.

Bradesco

No pregão de quarta-feira os papéis do banco sentiram mais uma vez a resistência dos R$ 29,25, o que leva a crer que haverá um ajuste nos próximos dias, avalia a equipe da Votorantim Corretora.

Principais suportes em R$ 27,95, R$ 27,50, R$ 26,75 e R$ 26,35, com resistências nos R$ 28,75, R$ 29,25, R$ 30,15 e R$ 30,90.

Banco do Brasil

Assim como todas as principais blue chips do índice, as ações do Banco do Brasil não sustentaram os ganhos da véspera, como também não conseguiram ultrapassar sua principal resistência, no caso, na região dos R$ 21,00.

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Deste modo, o analista do Bradesco recomenda atenção para os suportes de R$ 18,80, R$ 18,40 e R$ 16,95. Somente acima dos R$ 21,65 haverá novos avanços, afirma a corretora do grupo.

Gerdau

A dinâmica dos preços nas últimas três semanas indica, segundo a equipe da Votorantim, a formação de um importante padrão de baixa, representado por um topo duplo na faixa de R$ 18,70 – R$ 18,80.

Essa formação tem como base o suporte de R$ 17,00 e R$ 16,50, mirando a região dos R$ 14,50. Superando a resistência da formação, os papéis miram R$ 19,30 e R$ 20,20.

CSN

Após testar e ultrapassar no intraday do último pregão a resistência fixada em R$ 45,10, o papel recuou e formou uma figura de reversão no gráfico diário confirmada nesta sessão, segundo afirma Marcos Moore, analista do CHR Investor.

Para quem está posicionado, Moore sugere “apertar os stops” das operações, com base nos suportes de R$ 42,70 e R$ 42,50, sendo a principal barreira em R$ 40,57.

Usiminas

Assim como sua concorrente, as ações da Usiminas formaram uma figura de reversão no gráfico diário, ao passo que as médias móveis de 10 e 21 dias servem de suporte imediato para o papel.

Moore também lembra que os ativos da siderúrgica estão operando em um amplo canal de congestão, que vai da resistência dos R$ 36,14 até R$ 31,80.

BM&F Bovespa

Pelo segundo pregão seguido, as ações sofreram forte processo de realização e agora devem encontrar o seu principal suporte, instalado em R$ 9,70. Abaixo deste patamar, o Bradesco antevê suportes em R$ 8,52 e R$ 7,30.

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