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SÃO PAULO – Após pregões instáveis, o Ibovespa conseguiu fechar a sexta-feira (5) com valorização de 0,27% no acumulado da semana, terceiro desempenho positivo semanal consecutivo pelo mercado brasileiro.
Contudo, o índice soltou no seu gráfico semanal um Doji pouco acima da retração de 50% de toda perna de baixa vinda desde o topo histórico até o fundo do mercado, um sinal de reversão pelos conceitos de análise técnica. Porém, o aparente topo no gráfico semanal deve ser confirmado ao longo desta semana do dia 8 de junho até 12 de junho.
Outro fator a ser destacado, segundo a equipe da Focques Analistas Técnicos, diz respeito ao nível elevado do IFR (Índice de Força Relativa) semanal, próximo da região sobrecomprada do mercado, o que dá ênfase à teoria de realização no curto prazo.
LTA como último suporte
Neste cenário provável, o Ibovespa tem como suporte principal sua LTA (Linha de Tendência de Alta), por onde passa a média móvel de 21 períodos, ou seja, a região dos 51.500 pontos, próxima da retração de 50%.
Perdendo este importante patamar, com um volume acima da média, o mercado segue para seu antigo suporte localizado nos 50.000 pontos, indica Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora.
Abaixo desta área, o Ibovespa encontra barreira somente em 48.300 pontos, afirma Collor, aproximando-se mais uma vez de sua média móvel de 50 dias e da região sobrevendida do IFR diário.
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Vencendo resistência
Do outro lado, caso o mercado se sustente acima de sua LTA, a principal resistência a ser vencida localiza-se entre 54.000 pontos e 55.000 pontos, por onde passa a média móvel de 360 dias do gráfico dolarizado do Ibovespa com base no fechamento de sexta-feira, segundo a equipe da Focques.
Para almejar avanços mais expressivos, o índice necessariamente precisa romper a máxima do ano (54.955 pontos), seguindo o caminho para encontrar a retração de 61,8%, localizada em 57.000 pontos.
Dow Jones
Após romper a região dos 8.590 pontos, o Dow Jones, índice que mede o desempenho das 30 principais blue chips dos EUA, luta para superar a média móvel de 200 dias, localizada em 8.690 pontos.
Superando o último patamar com um volume acima da média, o mercado norte-americano deve encontrar resistência imediata em 8.787 pontos e 9.000 pontos, avalia Collor, com suporte na região dos 8.600 pontos.